Coronavírus

Economia OCDE melhora previsões e vê alta de 3,7% do PIB brasileiro em 2021

OCDE melhora previsões e vê alta de 3,7% do PIB brasileiro em 2021

Organização destaca que crescimento econômico será auxiliado pela continuação de programas de apoio à renda

Agência Estado
OCDE aponta recuperação "relativamente rápida" dos países emergentes

OCDE aponta recuperação "relativamente rápida" dos países emergentes

Pixabay

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) melhorou suas previsões para o desempenho da economia do Brasil nos próximos anos. Em relatório sobre perspectivas, a entidade informou que elevou a projeção para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do País em 2021, de 2,6% na estimativa de dezembro para 3,7% na atual. Já a expectativa de expansão em 2022 passou de 2,2% para 2,7%.

No documento, a organização destaca que a maior economia da América Latina é um dos países que planejam a continuação de programas de apoio à renda, referindo-se ao auxílio emergencial. Também pontua que a recuperação de emergentes tem ocorrido de forma "relativamente rápida" em muitos emergentes.

No entanto, a OCDE enxerga riscos no horizonte dessas nações, entre eles o aperto das condições fiscais, a ressurgência do coronavírus e a saída de capitais, em meio ao avanço dos juros dos Treasuries.

"Para muitas economias emergentes e em desenvolvimento, o risco de uma distribuição de vacinas mais lenta do que o esperado é uma preocupação imediata que poderia diminuir os gastos com consumo", explica a organização.

Mundo

A OCDE também previu nesta terça-feira (9) que o PIB Global, que corresponde à soma de todos os bens e serviços produzidos no mundo, crescerá 5,6% este ano, depois de sofrer contração de 3,4% em 2020 em meio aos efeitos da pandemia de covid-19. Em dezembro, a projeção mais modesta apontava para a expansão global em 2021, de 4,2%.

A OCDE, que tem sede em Paris, França, espera agora que a economia mundial retorne aos níveis pré-pandemia em meados deste ano, seis meses antes do que calculava em dezembro de 2020.

O principal motivo para a melhora da revisão é uma perspectiva econômica mais forte para os EUA, que deverão crescer 6,5% em 2021, segundo relatório publicado hoje pela OCDE. A projeção anterior era de alta de 3,2%.

Economista-chefe da OCDE, Laurence Boone atribuiu a nova previsão para os EUA à expectativa de mais estímulos fiscais. No fim de semana, o Senado americano aprovou a proposta fiscal de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden. A expectativa é que o pacote receba o aval final da Câmara dos Representantes nesta semana.

Boone comentou que a política fiscal tem contribuído muito para a recuperação econômica, mas destacou que também é preciso acelerar as campanhas de vacinação contra a covid-19. No documento, a OCDE elevou também as projeções de crescimento da zona do euro neste ano, de 3,6% para 3,9%, assim como para o Reino Unido, de 4,2% para 5,1%.

Por outro lado, a previsão para o avanço do PIB da China em 2021 foi ligeiramente revisado para baixo, de 8% para 7,8%. Em relação a outras grandes economias da Ásia, a OCDE agora prevê que Japão e Índia crescerão 2,7% e 12,6%, respectivamente, este ano. Antes, as estimativas eram de 2,3% e 7,9%.

Ainda no relatório, a OCDE comenta que o recente avanço nos rendimentos dos Treasuries reflete expectativas de crescimento e inflação maiores e poderá levar a uma fuga de capitais de países emergentes, onde as campanhas de vacinação estão atrasadas e cuja recuperação econômica deverá ser mais demorada.

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