Economia Opep+ vai aumentar a oferta de petróleo para frear alta dos preços

Opep+ vai aumentar a oferta de petróleo para frear alta dos preços

Países produtores de petróleo reduziram a produção em 10 milhões de barris por dia no ano passado por conta da pandemia

Reuters
Funcionário segura amostra de petróleo bruto no campo de Yarakt, na região de Irkutsk, Rússia

Funcionário segura amostra de petróleo bruto no campo de Yarakt, na região de Irkutsk, Rússia

Vasily Fedosenko/Reuters - 11/03/2019

Ministros da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, liderados pela Rússia), concordaram neste domingo (18) em aumentar a oferta de petróleo a partir de agosto para frear os preços, que subiram para máximas em dois anos e meio à medida que a economia global se recupera da pandemia de coronavírus.

O grupo, que inclui países da Opep e aliados como a Rússia, chegou a um importante acordo para os níveis de produção a partir de maio de 2022 após a Arábia Saudita e outros terem concordado com um pedido dos Emirados Árabes Unidos (EAU) que havia ameaçado o plano.

“Estamos felizes com o acordo", disse o ministro de Energia dos Emirados, Suhail bin Mohammed al-Mazroui, em uma coletiva de imprensa. O ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, se recusou a responder perguntas sobre como chegaram a um acordo.

Impasse entre os membros

Ano passado, a Opep+ reduziu a produção em 10 milhões de barris por dia (bpd), um recorde, em meio à queda da demanda e dos preços causada pela pandemia. A oferta foi sendo gradualmente retomada, reduzindo o corte para cerca de 5,8 milhões de barris por dia.

De agosto a dezembro de 2021 o grupo aumentará a oferta em mais 2 milhões de bpd, ou 0,4 milhões bpd por mês, disse a Opep em um comunicado. O grupo havia concordado em estender o pacto até o fim de 2022, em vez de abril de 2022, como planejado inicialmente, para ter mais espaço de manobra caso a recuperação global empaque devido à novas variantes do vírus.

Enquanto a Arábia Saudita e os Emirados apoiaram um aumento imediato na produção, os Emirados se opuseram à ideia da Arábia Saudita de prolongar o pacto para dezembro de 2022 sem conseguir uma cota de produção mais alta.

Para superar o impasse, a Opep+ acertou novas cotas de produção para vários membros a partir de maio de 2022, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Rússia, Kuweit e Iraque.

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