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Economia Paulo Guedes nega pagamento do auxílio emergencial em 2021

Paulo Guedes nega pagamento do auxílio emergencial em 2021

Ministro disse não ter desistido da ideia de criar imposto nos moldes da antiga CPMF e comemorou "recuperação em V" da economia

  • Economia | Da Agência Brasil

Guedes: "Não há qualquer plano para estender o auxílio"

Guedes: "Não há qualquer plano para estender o auxílio"

Edu Andrade/Ascom/ME - 11.08.2020

Reduzido recentemente para R$ 300, o auxílio emergencial não será estendido em 2021, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta sexta-feira (16). Ele reiterou que o teto de gastos será mantido após o fim do estado de calamidade aprovado neste ano por causa da pandemia de covid-19.

“Não há qualquer plano para estender o auxílio. Isso não é verdade. Essa não é nossa intenção”, afirmou Guedes em evento virtual promovido por uma corretora de investimentos.

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O ministro repetiu declarações anteriores segundo as quais o orçamento de guerra poderia ser retomado caso o país seja novamente atingido por uma pandemia em outro ano. Guedes, no entanto, negou que isso signifique estender o estado de calamidade pública indefinidamente.

“Quando a pandemia nos atingiu, nós criamos um regime emergencial. Agora, nós não podemos utilizar a desculpa do regime emergencial para explodir o teto de gastos”, disse.

"Nova CMPF"

Em relação à implementação de um imposto sobre transações, semelhante à antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), Guedes negou ter desistido da ideia.

Segundo ele, a criação do tributo, que cobriria uma desoneração parcial da folha de pagamentos, é essencial para a criação de empregos formais.

“Não me importo se o tributo é feio, desde que ele funcione criando novos empregos. É necessário. Mas então eu dei uma informação errada ontem, porque é esse o sentimento", afirmou. “Eu não sou um homem de desistir facilmente das coisas”.

Recuperação

Sobre o desempenho da economia, o ministro repetiu que o Brasil segue uma recuperação em “V” (forte queda seguida de forte alta), depois da paralisação da economia durante boa parte do primeiro semestre provocada pela pandemia de covid-19. Segundo ele, o período pós-pandemia exigirá compromisso com a responsabilidade fiscal.

“A doença está diminuindo e, à medida que diminui, o Brasil está em recuperação em 'V'. Nós devemos ter responsabilidade quanto ao nosso orçamento e devemos mostrar que somos responsáveis, e fortes, e resilientes o suficiente para pagar pela nossa guerra, ao invés de rolar [renovar a dívida] para nossas crianças no futuro”, concluiu.

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