Poder de compra do produtor de soja melhora para aquisição de adubos, diz Itaú

SÃO PAULO (Reuters) - O recuo no valor dos fertilizantes fosfatados pressionado pela retomada de atividades industriais na China, aliado ao avanço nas cotações da soja em Chicago, melhorou o poder de compra de adubos pelo agricultor brasileiro.

“Essa queda no preço do fertilizante combinado com a recente recuperação dos preços futuros da soja na CBOT ainda possibilita a fixação da relação de troca em níveis bastante atrativos para a safra 2020/2021 no Brasil”, informou o Itaú BBA em levantamento divulgado nesta terça-feira.

A retomada da circulação de pessoas e atividades industriais na China, que levou à queda no valor da matéria-prima, deve-se à redução nas restrições logísticas no país, dados sinais de controle do coronavírus.

Na avaliação do banco, o momento é de oportunidade de compra, mas também merece especial atenção do produtor diante do aumento dos riscos do ambiente de negócios.

“Possíveis rupturas logísticas mais duradouras devido às medidas de contenção do coronavírus (na China) podem afetar o volume disponível de insumos para o plantio da próxima safra”, alertou a análise.

Na possibilidade de impacto sobre a oferta, o banco acredita que, provavelmente, haveria um aumento de preços dos produtos no Brasil e também risco de não recebê-los na janela ideal.

“O argumento é igualmente válido para as outras categorias de insumos.”

O banco ressaltou que não se pode descartar a possibilidade de um enfraquecimento da demanda global, mesmo que ligeira, diante do ambiente economicamente recessivo decorrente dos impactos do coronavírus.

Isso combinado com um cenário de produção nos EUA e na América do Sul na próxima safra pode impactar as cotações, disse o Itaú BBA.

“Nesse sentido, é importante estar atento às possibilidades de antecipação das aquisições do insumo de maneira a garantir as boas relações de troca.”

None

(Por Nayara Figueiredo)