Economia 'Precisamos fazer parte da quarta revolução industrial', diz Bolsonaro

'Precisamos fazer parte da quarta revolução industrial', diz Bolsonaro

Presidente defendeu fortalecimento do Mercosul e prestou homenagem às vítimas da covid-19 em discurso ao bloco comercial

  • Economia | Do R7

Bolsonaro discursou ao lado de Guedes e Araújo

Bolsonaro discursou ao lado de Guedes e Araújo

Reprodução/YouTube

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (26), durante comemoração do aniversário de 30 anos do tratado que deu origem ao Mercosul, que o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, precisa fortalecer os esforços nas negociações externas.

"Precisamos fazer parte da quarta revolução industrial e ocupar o espaço que nos cabe no mundo das grandes correntes econômicas e internacionais", disse Bolsonaro ao lado dos ministros da Economia, Paulo Guedes, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Bolsonaro disse ainda que o momento atual é repleto de desafios que devem ser encarados como uma oportunidade de aprendizado para fortalecer a união do bloco em prol da liberdade e da democracia. "Reafirmo minha solidariedade às famílias e meu profundo pesar pela perda de vidas e pelo sofrimento que a pandemia tem causado aos nossos povos."

"Concentramos nosso empenho em atrair investimentos externos que gerem emprego e renda. Desejamos que nossas economisas participem cada vez mais das novas cadeias de valor regionais e mundiais, em especial neste momento, quando precisamos superar, com urgência, oe enormes danos causados pela pandemia", defendeu Bolsonaro.

De acordo com o presidente, divergências políticas entre os países integrantes do bloco "não devem afetar o andamento do projeto de integração" entre as nações. "A região do consenso não pode ser transformada em instrumento de veto ou de freio permanente", afirmou.

Ao recordar os 30 anos de história do Mercosul, o presidente ressaltou a consolidação de regimes políticos baseados em eleições diretas e na soberania do povo. Ele ainda aproveitou a oportunidade para defender a modernização do bloco, com a adoção de uma tarifa externa comum.

"A abertura comercial multiplicou o intercâmbio dos nossos países, houve crescimento e ganho em bem-estar das nossas populações. No entanto, é evidente que o bloco ainda precisa recuperar participação relevante nos fluxos comerciais e econômicos entre os Estados membros", disse Bolsonaro.

Entre as mudanças defendidas pelo presidente para melhorar o ambiente de negócio, ele citou os setores automotivo e açucareiro e o alinhamento das normas vigentes às melhores práticas internacionais.

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