Preço do aluguel de imóveis comerciais tem reação tímida

O coordenador do índice FipeZap, Eduardo Zylberstajn, vê nos números de junho indícios de reaquecimento, mas admite que o ritmo é muito lento

Setor imobiliário esperava um 1º semestre melhor

Setor imobiliário esperava um 1º semestre melhor

Raquel Cunha/Folhapress

A negociação de imóveis comerciais segue em baixa em todo o país, de acordo com o índice FipeZap Comercial de junho, divulgado nesta terça-feira (23). O valor dos aluguéis de salas e conjuntos teve ligeira alta nominal (sem considerar as perdas inflacionárias) de 0,13%. Pouco acima dos 0,03% da inflação no mês medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE), mas longe do suficiente para reverter a queda de 0,49% no acumulado dos últimos 12 meses.

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O valor de venda de imóveis comerciais teve resultado ainda pior. Caiu 0,19% em junho. Nos últimos doze meses, despenca 3,04%  — como comparação, no mesmo período a inflação detectada pelo IPCA é de 3,37%.

O coordenador do índice e pesquisador da Fipe, Eduardo Zylberstajn, vê nos números de junho indícios de reaquecimento, mas admite que o ritmo é muito lento. “Passamos por um primeiro semestre frustrante na economia e a tendência que percebermos agora é de uma retomada gradual dos negócios”, explica. Ele acrescenta que os aluguéis costumam aferir de forma bastante sensível as variações no cenário econômico. “Por isso é uma boa notícia a elevação nas locações.”

O índice traz mensalmente também o preço dos imóveis em todo o país. Em junho, as salas comerciais foram vendidas, em média, por R$ 8.879 o metro quadrado (m²) e alugadas por R$ 37,73 / m². Rio de Janeiro é a cidade com o imóvel mais caro para venda: 10.179 o m². São Paulo tem a locação mais salgada, por R$ 44,83 o m².

Zylberstajn reforça que o índice, divulgado desde 2011, leva em consideração sempre os valores anunciados dos imóveis. Não o preço final fechado entre vendedores e compradores.