Economia Preço do barril de petróleo supera US$ 105 após ataque

Preço do barril de petróleo supera US$ 105 após ataque

Na maior alta desde 2014, o Brent avançou 2,24 dólares, ou 2,3%, para fechar em 99,08 dólares o barril

Reuters
Plataformas de petróleo da Equinor no mar do Norte, Noruega

Plataformas de petróleo da Equinor no mar do Norte, Noruega

Ints Kalnins/Reuters-03/12/2019

O preço do petróleo disparou nesta quinta-feira (24), com o barril do Brent superando 105 dólares pela primeira vez desde 2014 antes de reduzir ganhos, depois que o ataque da Rússia à Ucrânia exacerbou as preocupações sobre interrupções no fornecimento global de energia.

A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, no maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

O presidente dos EUA, Joe Biden, divulgou novas e duras sanções contra a Rússia, impondo medidas para impedir sua capacidade de realizar negócios nas principais moedas do mundo e sanções contra bancos e empresas estatais.

O petróleo Brent avançou 2,24 dólares, ou 2,3%, para fechar em 99,08 dólares o barril, após tocar a máxima de 105,79 dólares.

O petróleo dos EUA (WTI) subiu 0,71 dólar, ou 0,8%, para fechar em 92,81 dólares o barril, após anteriormente ter avançado para 100,54 dólares.

Brent e WTI atingiram seus níveis mais altos desde agosto e julho de 2014, respectivamente.

Mais tarde na sessão, os preços perderam força depois que Biden disse que os Estados Unidos estão trabalhando com outros países em uma liberação combinada de petróleo adicional das reservas globais estratégicas de petróleo.

A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo e o segundo maior exportador de petróleo, disse Giovanni Staunovo, analista do UBS. "Dados os baixos estoques e a diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento", acrescentou.

A Rússia também é o maior fornecedor de gás natural para a Europa, disponibilizando cerca de 35% de sua oferta.

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