Economia Preços 'na porta de fábrica' caem 0,54% em novembro, a quarta deflação consecutiva

Preços 'na porta de fábrica' caem 0,54% em novembro, a quarta deflação consecutiva

Novo recuo da inflação para os produtores está ligado aos setores de alimentos e refino de petróleo, afirma IBGE

  • Economia | Do R7

Índice de Preços ao Produtor acumula alta de 4,5% em 12 meses

Índice de Preços ao Produtor acumula alta de 4,5% em 12 meses

Pixabay

Os preços da indústria caíram 0,54% em novembro, frente a outubro, a quarta variação negativa, de acordo com dados publicados nesta quarta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o resultado, o IPP (Índice de Preços ao Produtor), que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, soma alta de 4,47% no ano e de 4,39% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em novembro, 9 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações positivas de preço quando comparadas ao mês anterior, em sentido contrário ao que foi observado na variação do índice da indústria geral.

O analista e gerente de análise e metodologia do IBGE Alexandre Brandão afirma que o resultado está ligado particularmente ao preço de setores de maior peso na indústria brasileira, em particular alimentos e refino de petróleo.

"No caso de alimentos, a entrada da safra de alguns produtos e uma menor demanda em outros casos explicam grande parte das quedas. No caso do refino, a razão principal é o comportamento do óleo bruto de petróleo, do setor de indústrias extrativas, no mercado externo”, diz ele.

A área de maior destaque foi a indústria química, com a maior variação (-4,41%) e a maior influência (-0,41 ponto percentual) no resultado de novembro. “A maior influência na queda de preços na indústria química, em outubro e novembro, está relacionada com a redução dos preços dos adubos", explica Brandão.

"O Brasil importa grande parte do que consome, logo os preços dos produtos feitos aqui acompanham os preços internacionais, e esses, depois de terem sido elevados no começo do conflito europeu, começaram a cair, com certa normalização dos fluxos de comércio”, completa o analista.

Outras atividades que também exerceram grande impacto foram alimentos (-0,17 ponto percentual), refino de petróleo e biocombustíveis (0,12 ponto percentual) e indústrias extrativas (-0,08 ponto percentual).

Pelo sexto mês consecutivo (e a sétima vez no ano), os preços do setor de indústrias extrativas tiveram variação negativa na comparação com o mês imediatamente anterior, -1,65%. Com isso, o acumulado no ano ficou em -0,76%, o primeiro resultado negativo nessa perspectiva desde abril de 2020 (-4%).

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