Inflação

Economia Presidente do Banco Central espera maior inflação do ano em setembro

Presidente do Banco Central espera maior inflação do ano em setembro

Roberto Campos Neto diz que o preço da energia elétrica e o dos combustíveis são os principais responsáveis pela elevação

Agência Estado
Campos Neto explica altas recentes nos juros

Campos Neto explica altas recentes nos juros

Marcos Santos/USP Imagens

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, destacou nesta segunda-feira (4) que a expectativa é que o IPCA, o índice oficial de inflação, alcance o pico em 12 meses em setembro. Segundo Campos Neto, a inflação no nono mês do ano ainda deve ser alta, por causa da energia. "Há persistência na inflação. Por isso temos sido mais incisivos nos juros", disse, em participação de evento na ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

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Ele ressaltou que há um problema global na inflação de energia, mas reconheceu que o Brasil é um destaque.

O presidente do BC afirmou que vale destacar o comportamento do preço da gasolina no país, uma vez que seguiu subindo com a cotação internacional estável. Segundo Campos Neto, aqui, o preço é influenciado também pelo etanol e pelo valor do frete.

Campos Neto ainda ressaltou que a inflação ao consumidor no Brasil está entre as mais altas no mundo, mas os preços de serviços ainda estão mais baixos na comparação com outros países.

O presidente do BC, porém, reconheceu que já começou a aparecer um repasse represado no setor de serviços. "Os preços de serviços estão subindo, com a reabertura. Estamos monitorando de perto."

Juros

Campos Neto afirmou que as taxas de juros longas voltaram a subir muito, em parte pelas preocupações fiscais, e que isso traz apreensão, uma vez que as taxas mais longas são importantes para projetos estruturantes. "O Brasil tem um prêmio na curva muito alta. É a curva mais inclinada de juros. Um pouco está ligada à questão fiscal. Eu acho que tem um tema de incerteza de curto prazo que deve arrefecer em breve."

Ele destacou que parece ter um ciclo de normalização de juros no mundo, com alguns países subindo juros, como México e Rússia, e outros retirando estímulos.

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