Economia Privatizações são essenciais para o Brasil voltar a crescer, afirma CNI

Privatizações são essenciais para o Brasil voltar a crescer, afirma CNI

Robson Braga de Andrade avalia que a venda de ativos e concessões de rodovias, portos e aeroportos atraem investimentos e geram empregos

Atrair investimentos é a melhor forma de criar empregos, diz CNI

Atrair investimentos é a melhor forma de criar empregos, diz CNI

Amanda Perobelli/Reuters

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Braga de Andrade, avaliou nesta quinta-feira (22) que o momento atual exige ações para recuperação mais rápida e sustentada da economia.

Para isso, Andrade defendeu a criação de um ambiente de crescimento que permita dar competitividade para as empresas, com privatizações e a aprovação da reforma tributária.

“Nós precisamos fundamentalmente da reforma tributária, por que é preciso que as empresas saibam de que maneira vão pagar e quanto vão pagar de impostos. O nosso sistema tributário atual não dá essa segurança. Ao contrário, ele cria um receio no investidor", afirmou durante a live "Indústria em debate: o que fazer para o Brasil voltar a crescer".

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Andrade afirma que é preciso ter em mente que, a principal forma de se criar empregos, é por meio de investimentos novos. “Quando se privatiza rodovias, portos e aeroportos, podemos atrair empresários com apetite para investir, isso, sim, pode gerar emprego”, acrescenta.

Ele afirmou ainda que considera a reforma administrativa importante e que ela deve aumentar a eficiência do setor público. "O Estado tem que ter condições de responder pelo funcionalismo público, mas também responder pelos anseios da sociedade na prestação de serviços essenciais, como saúde educação e transporte” disse.

Além das privatizações, Andrade avalia que são importantes avançar no marco legal do gás, discutir a desconsideração de personalidade da pessoa jurídica e avançar em outros temas da legislação trabalhista. Há, ainda, preocupação com o pagamento dos impostos que foram adiados no período mais grave da crise. A sugestão de Andrade é de que eles possam ser parcelados.

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