Economia Produção de hortaliças fica mais cara com alta de fertilizantes

Produção de hortaliças fica mais cara com alta de fertilizantes

Estudo do Cepea aponta que custo fixo das propriedades também aumentou, em razão da valorização do dólar ante o real

Fabio Motta/EFE - 26.01.2021

O custo de produção de hortaliças tem crescido, principalmente por causa da alta dos preços dos fertilizantes, cujos preços estão atrelados ao dólar e ao petróleo, informa o Cepea/Esalq-USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em nota divulgada nesta segunda-feira (14).

"A demanda nacional e internacional por este insumo, bastante aquecida, também explica a alta do custo de produção de hortaliças", diz o Cepea, acrescentando que sobretudo os adubos fosfatados subiram muito de preço.

Especialmente o tomate teve aumento expressivo de custos. Segundo levantamento do Cepea, a propriedade típica de tomate de pequena escala de produção de Caçador (SC) registrou o maior aumento nos custos com fertilizantes em dois anos (de expressivos 62,5%), seguida pela da praça paulista de Mogi Guaçu (com aumento de 29,8%) e da catarinense de Lebon Régis (27,3%). "Para os próximos meses, o recente enfraquecimento do dólar frente ao real e a possível menor demanda por fertilizantes - já que boa parte das compras foi antecipada - podem impedir, ou ao menos frear, novos reajustes ainda em 2021."

O custo fixo das propriedades também aumentou, em razão da valorização do dólar ante o real. Segundo o Cepea, boa parte das máquinas e implementos agrícolas é importada, e a alta de preços de itens de reposição tem sido bastante forte.

"Mesmo para os componentes nacionais, o aumento dos custos para a fabricação foi repassado ao produto final", diz o centro de estudos. "Além disso, a maior demanda por máquinas e implementos agrícolas, especialmente por parte de produtores de grãos, reforçou o movimento de alta nos preços desses insumos."

Últimas