Novo Coronavírus

Economia Produção industrial recua em todas localidades pela 1ª vez em 8 anos

Produção industrial recua em todas localidades pela 1ª vez em 8 anos

Setor registrou queda de 9,1% na produção em março, já sofrendo os impactos do isolamento social aplicado para conter o avanço do coronavírus

  • Economia | Giuliana Saringer, do R7

Indústria de veículos puxou resultado em SP

Indústria de veículos puxou resultado em SP

Fabian Bimmer/ Reuters - 01.03.2019

A produção industrial recuou em todos locais pesquisados pela 1ª vez em 8 anos, de acordo com a PIM Regional (Pesquisa Industrial Mensal Regional), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A pesquisa analisa 15 localidades desde 2012, quando o Mato Grosso entrou na avaliação. Segundo o IBGE, "o mais próximo desse resultado aconteceu em maio de 2018, com a greve dos caminhoneiros, que derrubou a produção industrial em 14 dos 15 locais".

O setor teve queda de 9,1% na produção no mês de março em comparação ao resultado de fevereiro deste ano.

O analista da PIM, Bernardo Almeida, afirma que o resultado reflete os impactos do isolamento social adotado em diversas cidades do país para conter o avanço do coronavírus.

O estado de São Paulo (-5,4%) foi o principal responsável pela queda em março, já que concentra 34% da indústria nacional. As atividades que tiveram mais influência foram veículos, um dos setores que mais atua no estado, e bebidas. São Paulo está em quarentena desde o dia 24 de março deste ano e, segundo as últimas informações do governo do estado, a situação segue até 31 de maio

Os estados que tiveram quedas mais intensas em valores nominais em março foram Ceará (-21,8%), Rio Grande do Sul (-20,1%) e Santa Catarina (-17,9%). 

O setor acumula queda de 1,7% de janeiro a março deste ano e de 1% nos últimos 12 meses. 

Veja os resultados da produção industrial nas 15 localidades pesquisadas:

• Amazonas: -11%
• Pará: -12,8%
• Região Nordeste: -9,3%
• Ceará: -21,8%
• Pernambuco: -7,2%
• Bahia: -5,0%
• Minas Gerais: -1,2%
• Espírito Santo: -6,2%
• Rio de Janeiro: -1,3%
• São Paulo: -5,4%
• Paraná: -4,9%
• Santa Catarina: -17,9%
• Rio Grande do Sul: -20,1%
• Mato Grosso: -4,1%
• Goiás: -2,8%

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