Quando economia dos EUA chegará ao fundo? Economistas buscam visão correta

Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - A crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus produziu uma onda de dados sombrios nos Estados Unidos, que provavelmente ainda aumentarão à medida que milhões de pessoas perdem empregos, empresas fecham e gastos são contidos.

Mas em algum momento, atingirá seu fundo.

Dada a rapidez com que a situação se desenvolveu, julgar quando isso acontecerá em tempo real será um desafio para os economistas que geralmente dependem das tendências mensais, trimestrais ou anuais dos dados para avaliar o estado do ciclo de negócios.

O surto de coronavírus não é um evento do ciclo de negócios, mas talvez uma crise de saúde que ocorre uma vez por século e em que escolhas normais sobre onde ir e com o que gastar são influenciadas por uma combinação de medo e decretos do governo.

Em um esforço para avaliar o que está acontecendo usando informações disponíveis com mais freqüência, os economistas estão inovando.

David Mericle, economista do Goldman Sachs, disse nesta semana que os pedidos de auxílio-desemprego ainda são um ótimo guia.

"Os pedidos de auxílio-desemprego serão os dados mais oportunos para avaliar a profundidade da recessão e observar o começo do processo de recuperação", escreveu Mericle, observando que quando os pedidos começarem a cair, o PIB provavelmente terá parado de encolher. Quando os pedidos em andamento, por outro lado, caírem talvez em um terço será uma evidência de que a economia está crescendo novamente.

Nesta semana, os pedidos de auxílio-desemprego saltaram para um recorde de 6 milhões.

Os analistas do Goldman também combinaram dados sobre itens como vendas de ingressos de cinema e taxas de ocupação de hotéis em um rastreador sob medida para o coronavírus. Está caindo rapidamente.

Pesquisadores do Federal Reserve de Nova York, trabalhando com o professor de Economia de Harvard James Stock, lançaram recentemente um Índice Econômico Semanal que fornece outra visão. Combina sete indicadores, incluindo pedidos de auxílio-desemprego, mas também informações sobre produção de aço bruto e vendas semanais no varejo, em um indicador que eles descobriram acompanhar de perto o crescimento do Produto Interno Bruto.

Com os registros recordes para o auxílio-desemprego, o índice aponta atualmente para uma queda anual de 6% no PIB.

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(Reportagem de Howard Schneider)