Coronavírus

Economia Quatro em cada 10 empresas ainda sentem efeitos negativos por covid

Quatro em cada 10 empresas ainda sentem efeitos negativos por covid

IBGE afirma que Brasil tinha 2,8 milhões de companhias em funcionamento na primeira quinzena de julho deste ano

  • Economia | Giuliana Saringer, do R7

Brasil tem 2,8 milhões de empresas ativas

Brasil tem 2,8 milhões de empresas ativas

Natália Jael/Record TV Minas

Quatro em cada 10 empresas (44,8%) ainda sentem efeitos negativos causados pela pandemia na primeira quinzena de julho, de acordo com a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas empresas, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta terça-feira (18). 

O Brasil registrou 2,8 milhões de empresas em funcionamento no período. Destas 28,2% dizem que pandemia teve efeito pequeno ou inexistente na companhia e 27% registraram efeitos positivos causados pelas medidas de isolamento social. 

O coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli, afirma que é possível ver um início de melhora para as empresas. 

“Quatro em cada dez empresas (44,8%) ainda percebem efeitos negativos da Covid-19. Ainda há uma grande incidência de impacto negativo, mas já começamos a perceber uma melhora, visto que, na quinzena anterior, o impacto negativo atingiu 62,4% das empresas. A diferença para as quinzenas anteriores é a maior incidência de empresas que relataram efeitos pequenos ou inexistentes (28,2%) e as que relataram efeitos positivos (27%), que, juntas, somam um percentual maior do que as que relataram efeitos negativos”, afirma Magheli.  

Entre os setores, os efeitos negativos foram percebidos por 47% de 1,2 milhão de empresas de serviços, com destaque para os serviços prestados às famílias (55,5%) e os serviços profissionais, administrativos e complementares (48,3%); seguidos por 44% de 1,1 milhão empresas do comércio, com maior impacto no comércio de veículos, peças e motocicletas (52,4%). 

A indústria se manteve estável, com um impacto negativo em 42,9% das 313,4 mil empresas; assim como a construção, em que 38% das 160 mil empresas relataram terem sido afetadas negativamente.

Impacto no comércio 

O comércio foi o setor que teve maior queda nas vendas na primeira quinzena de julho.

“Novamente, há um comportamento disseminado de percepção de redução das vendas, mas, em relação à quinzena anterior, há em alguns segmentos maior incidência de empresas que sinalizaram aumento ou que o efeito foi nulo ou inexistente”, afirma Magheli.

O comércio (51,6%), sobretudo o comércio varejista (54,6%), teve o maior contingente de empresas com percepção de impacto negativo sobre as vendas; enquanto que, no setor de serviços, as atividades mais afetadas foram as de serviços profissionais, administrativos e complementares (48,1%) e de serviços prestados às famílias (47,7%). Na indústria e na construção, a redução de vendas afetou 40,8% e 31,9% das empresas, respectivamente.

Em relação ao impacto positivo sobre as vendas, o destaque é o comércio de veículos, peças e motocicletas, em que 40,5% das empresas tiveram percepção de aumento de vendas. No comércio, esse percentual é de 32,7%; e na indústria, 28%.

Manutenção de empregos

Oito em cada dez empresas (80,7%) mantiveram funcionários na primeira quinzena de julho, de acordo com o IBGE.

Para 13,5% das empresas, houve redução no quadro de funcionários e, para 5,3%, houve aumento.

O maior percentual de empresas que demitiram é na faixa intermediária (de 50 a 499 funcionários) e empresas de maior porte (500 ou mais).

“Apesar das dificuldades, a maior parte das empresas reportaram que mantiveram o quadro de funcionários. E, entre as 380 mil empresas que sinalizaram ter havido redução (13,5%), a maior parte (70%) promoveu redução inferior a 25%”, diz Magheli.

Em relação às medidas adotadas, 86,7% das empresas realizaram campanhas de informação e prevenção e adotaram medidas extras de higiene; 22,4% anteciparam férias dos funcionários; 38,7% adotaram trabalho domiciliar; 12,8% obtiveram linha de crédito emergencial para pagamento da folha salarial; 37,6% adiaram o pagamento de impostos; 32% alteraram o método de entrega de produtos ou serviços; e 18% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos ou serviços.

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