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Economia Recuperação do mercado de trabalho perde força em outubro

Recuperação do mercado de trabalho perde força em outubro

Segundo a FGV, proximidade do final da ajuda do governo, por meio do auxílio emergencial, parece contribuir para maior cautela dos empresários

Reuters
Empregos apareceram, mas em ritmo lento

Empregos apareceram, mas em ritmo lento

Gerd Altmann/Pixabay

O mercado de trabalho no Brasil continuou em recuperação em outubro porém com menos intensidade, apontou o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) divulgado nesta segunda-feira (9) pela Fundação Getulio Vargas.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 2,9 pontos e foi a 84,9 pontos em outubro, no sexto mês seguido de ganhos porém mostrando desaceleração da recuperação desde julho.

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"O resultado de outubro confirma o cenário de recuperação do mercado de trabalho. Apesar da sexta (alta) seguida, a melhora tem sido mais tímida com o passar dos meses e o nível atual ainda se encontra consideravelmente abaixo do período pré-pandemia", explicou em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

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"A incerteza, que ainda se mantém elevada, e a proximidade do período final de ajuda do governo parecem contribuir para uma maior cautela dos empresários", completou.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) ficou estável pelo segundo mês seguido, a 96,4 pontos, segundo a FGV. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

“A estabilidade do indicador mostra que a percepção sobre o mercado de trabalho ainda é negativa e sugere piora na taxa de desemprego. O alto patamar também mostra que ainda existe uma longa caminhada para voltar ao nível anterior à pandemia”, disse Tobler.

O mercado de trabalho costuma ser o último a se recuperar em tempos de crise.

No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego do Brasil disparou a 14,4% e chegou ao maior nível da série, enquanto o número de desempregados foi a 13,8 milhões diante do aumento da procura por trabalho com a flexibilização das medidas de isolamento social, segundo dados do IBGE.

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