Economia Retomada de contratações está bem caracterizada, avalia secretário

Retomada de contratações está bem caracterizada, avalia secretário

Bruno Bianco, responsável pela área de Trabalho no governo, celebrou número divulgado nesta quinta sobre 313.564 novas vagas em setembro

Agência Estado
Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho

Bruno Bianco, secretário especial de Previdência e Trabalho

Júlio Nascimento/PR

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, avaliou nesta quinta-feira (29) que já existe uma retomada bem caracterizada no mercado de trabalho brasileiro, que registrou em setembro o terceiro mês consecutivo de recuperação no emprego formal. Houve a abertura líquida de 313.564 vagas com carteira assinada em setembro, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta pelo Ministério da Economia.

"Tivemos o melhor setembro de toda a série histórica do Caged. Trabalhamos para que, a cada mês, possamos trazer mais notícias boas sobre o mercado de trabalho. Vamos continuar revogando decretos e atos normativos que só complicam e trazem insegurança jurídica", repetiu Bianco.

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O secretário especial de Previdência e Trabalho avaliou que o fechamento líquido de vagas de trabalho formal no auge da pandemia se deu mais pela redução nas contratações do que pelo aumento de demissões na comparação com períodos anteriores. "Agora, o que está nos puxando para cima no emprego é a retomada das contratações", afirmou.

Bianco repetiu que o Ministério não faz projeções para a criação de vagas no Caged em outubro e para o acumulado de 2020, mas reforçou que a expectativa da pasta para os próximos meses é positiva.

13º salário

O secretário especial de Previdência e Trabalho repetiu que a área jurídica do governo ainda está avaliando a como deverá ficar o cálculo do 13º salário para quem teve redução salarial durante a pandemia de covid-19. "Em breve teremos uma resposta específica sobre isso. Não há pressa em relação a isso, só a pressa comum do fim do ano", respondeu.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) no começo de outubro, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho enviou uma consulta à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável pelos pareceres jurídicos do Ministério da Economia, sobre como deve ser feito o pagamento do 13º salário a trabalhadores que tiveram jornada e salários reduzidos durante a calamidade provocada pela pandemia da covid-19.

O entendimento da equipe econômica é que o 13º deve ser calculado sobre o salário integral, sem a redução. Mas, como a lei que criou a gratificação natalina prevê que a base é o salário de dezembro, há o temor de que empresas com acordos em vigor no último mês do ano acabem pagando um valor menor, ou ainda, num caso extremo, que empregadores façam novos acordos apenas com o propósito de reduzir o 13º.

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