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Economia Rombo do INSS aumenta 74,5% e vai a quase R$ 150 bilhões

Rombo do INSS aumenta 74,5% e vai a quase R$ 150 bilhões

São R$ 46,3 bilhões referentes à previdência urbana e outros R$ 103,4 bilhões à rural

  • Economia | Com R7, em Brasília

Especialistas dizem que rombo é sinal de alerta da fragilidade das contas previdenciárias

Especialistas dizem que rombo é sinal de alerta da fragilidade das contas previdenciárias

Eldio Suzano/22.12.2016/Fotoarena/Folhapress

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) registrou déficit de R$ 149,73 bilhões em 2016 ou 2,4% do PIB (Produto Interno Bruto), aumento de 74,5% em relação ao ano anterior. O resultado do Regime Geral da Previdência Social foi anunciado nesta quinta-feira (26) pelo secretário de Previdência, Marcelo Caetano.

Desse total, R$ 46,3 bilhões são do rombo da Previdência urbana. O último déficit ocorreu no ano de 2010. Os outros R$ 103,4 bilhões são da Previdência rural.

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Nos últimos anos, parte do rombo da área rural era compensado pelo superávit da Previdência urbana. No entanto, o fechamento de vagas formais encolheu a arrecadação de tributos previdenciários. Marcelo Caetano, secretário de Previdência, explica a questão conjuntural e a pontual que explicam o aumento do rombo:

— O déficit tem uma tendência de crescimento por conta do envelhecimento populacional. Também há questões conjunturais. Se tem um momento de baixa geração de emprego, o déficit tende a crescer com isso.

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Na avaliação de especialistas, esse é um sinal de alerta da fragilidade das contas previdenciárias e reforça a necessidade de uma reforma para a sustentabilidade do sistema.

Embora recorde, o rombo de 2016 ficou menor do que a última estimativa da equipe econômica, que projetava déficit de R$ 152,7 bilhões para 2016, segundo avaliação realizada em dezembro.

Reforma da Previdência

O governo federal enviou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma de Previdência no final do ano passado. O assunto é considerado prioritário para o ajuste fiscal que o governo Temer quer promover. Entre as mudanças estão a existência de uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais e a necessidade de se contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral.  

A previdência dos militares, que equivale a metade do déficit do INSS e beneficia 370 mil pessoas (contra 30 milhões do INSS), não entrou na proposta de reforma do governo federal enviada ao Congresso. 

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