Sachsida: todas medidas se encerram inevitavelmente até o fim deste ano

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, disse nesta sexta-feira, 17, que todas as medidas para a crise, sem exceção, são transitórias, porque a crise também é transitória. Ele participa neste momento de uma transmissão ao vivo realizada pela Jota World Best Digital News.

De acordo com ele, as medidas adotadas pela equipe econômica são tempestivas e que o dinheiro está chegando na ponta. Para Sachsida, foram liberados R$ 100 bilhões para 54 milhões de pessoas por três meses. "O coronavouche, por exemplo, é quase dez vezes o valor do Bolsa Família e deste valor, R$ 11 bilhões já chegaram às pessoas", disse, acrescentando que as medidas adotadas seguem as práticas internacionais.

O secretário alertou que os meses de abril, maio e junho serão difíceis. "As medidas ajudarão a amenizar a crise, mas são insuficientes para recolocar a economia na trajetória do crescimento sustentável. Por isso, passada a pandemia, é preciso que a agenda reformista volte a ocupar o noticiário", disse.

A agenda reformista, de acordo com o secretário, não foi abandonada. No começo de março, de acordo com ele, a agenda reformista era a melhor medida para a retomada da economia e voltará a ser depois que passar a pandemia do coronavírus.

Sachsida disse ainda que "todas as medidas que adotamos se encerram, inevitavelmente, até o fim do ano". Ele voltou a insistir em que o pilar macroeconômico, o teto dos gastos, está garantido.