Economia Safra de grãos de 2018 será de 227,9 milhões de toneladas, diz IBGE

Safra de grãos de 2018 será de 227,9 milhões de toneladas, diz IBGE

Resultado representa queda de 5,3% em relação à produção de 2017, o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos

Safra de grãos

Produção da soja alcançou recorde histórico

Produção da soja alcançou recorde histórico

Nilton Cardin/Estadão Conteúdo

A safra agrícola de 2018 deve totalizar 227,9 milhões de toneladas, uma queda de 5,3% em relação à produção de 2017, o equivalente a 12,7 milhões de toneladas a menos.

Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de junho, divulgado na manhã desta terça-feira (10), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O resultado é 230.143 toneladas menor que o estimado pelo levantamento feito maio, um ligeiro recuo de 0,1%. Em 2017, a safra havia somado 240,6 milhões de toneladas.

Os produtores brasileiros devem colher 61,2 milhões de hectares na safra agrícola de 2018, uma elevação de 0,1% em relação à área colhida em 2017, o equivalente a 31.009 hectares a mais, segundo o IBGE.

A expectativa ficou estável em relação ao previsto no levantamento de maio, devido a um decréscimo de apenas 12.251 hectares.

Recorde na soja

A produção nacional de soja deve alcançar o recorde histórico de 116,3 milhões de toneladas em 2018. O resultado é 1,2% maior este ano do que o obtido em 2017, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. A área colhida deve aumentar em 2,6%.

A safra de milho, porém, deve encolher 15,9% em 2018, com queda de 7,3% na área. Já o arroz registra recuo de 7,2% na produção, e redução de 4,2% na área colhida.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos agrícolas do País, responsáveis por 92,8% da estimativa da produção brasileira em 2018 e 87,0% da área a ser colhida.

Em relação às estimativas de maio, a produção de soja será 0,5% maior que o previsto. A colheita de milho de segunda safra será 1,9% inferior. Já a produção de milho de primeira safra será 1 1% maior que o estimado em maio.

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