Economia São Martinho aprova investimento de R$640 mi para usina de etanol de milho

São Martinho aprova investimento de R$640 mi para usina de etanol de milho

ENERGIA-ETANOL-SAOMARTINHO:São Martinho aprova investimento de R$640 mi para usina de etanol de milho

Reuters - Economia

SÃO PAULO (Reuters) - A São Martinho informou que seu conselho de administração aprovou a implantação de uma fábrica de etanol de milho em Quirinópolis (GO), com investimentos estimados em cerca de 640 milhões de reais e início da operação previsto para novembro de 2022, informou a companhia nesta quarta-feira.

A empresa de açúcar e etanol disse que a nova unidade será anexa à Usina Boa Vista e terá capacidade para produção anual de 210 mil metros cúbicos do biocombustível, sendo 100 mil m³ de etanol anidro e o restante de hidratado.

A planta também poderá produzir 150 mil toneladas anuais de grãos secos de destilaria com solúveis (DDGS, na sigla em inglês), um subproduto utilizado para ração animal, e 10 mil toneladas de óleo de milho por ano, acrescentou a São Martinho em fato relevante.

O início da operação está previsto para novembro de 2022, com 50% da capacidade na safra 2022/23 e 100% a partir da safra 2023/24, detalhou a companhia.

Os investimentos de aproximadamente 640 milhões de reais serão financiados Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo prazo de até 20 anos.

Na véspera, o banco havia informado a aprovação de um financiamento de 941,6 milhões de reais para investimentos da São Martinho em usinas em São Paulo e Goiás.

"O projeto foi aprovado com premissas conservadoras, refletindo preços do milho no mercado atual e etanol considerando os últimos meses", afirmou São Martinho, ao divulgar expectativas de criação de 1.400 empregos diretos e indiretos e a "geração de CBios em montante relevante".

O CBios, ou certificados de descarbonização, podem ser vendidos para distribuidores de combustíveis, que precisam cumprir metas de aquisição no âmbito do programa federal de apoio aos biocombustíveis RenovaBio.

(Por Gabriel Araujo)

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