Economia Saques da poupança superam depósitos em R$ 4,9 bilhões no mês de março, diz BC

Saques da poupança superam depósitos em R$ 4,9 bilhões no mês de março, diz BC

Apesar de negativo, resultado é o melhor para o mês dos últimos três anos

  • Economia | Do R7

Em março, aplicação teve R$ 179 bi depositados e R$ 184 bi sacados

Em março, aplicação teve R$ 179 bi depositados e R$ 184 bi sacados

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A primeira etapa de saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) não foi suficiente para que a poupança fechasse o mês de março no azul. De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (6), pelo BC (Banco Central), a caderneta perdeu R$ 4,996 bilhões no mês passado.

O resultado é fruto de R$ 179,9 bilhões depositados na aplicação e R$ 184.9 bilhões sacados. Apesar do saldo negativo, o volume de aplicações é o maior deste ano, o que pode ter sido motivado pela liberação do FGTS para nascidos em janeiro e fevereiro.

Ainda que os saques tenham superado as aplicações no mês passado, o resultado para março é o melhor para o período dos últimos três anos. Em 2015 e 2016, a caderneta registrou perdas de, respectivamente, R$ 11,4 bilhões e R$ 5,3 bilhões nos meses de março.

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No acumulado do primeiro trimestre do ano, a poupança soma perda de R$ 17,4 bilhões, com R$ 492,5 bilhões depositados e R$ 509,9 bilhões sacados.

O resultado apresentado pela aplicação no mês passado só não foi pior porque no dia 31 os brasileiros alocaram R$ 10,9 bilhões na caderneta e retiraram R$ 7,4 bilhões, permitindo que o saldo daquele dia fosse positivo em R$ 3,4 bilhões. Por outro lado, as maiores perdas diárias foram contabilizadas nos dias 20 (R$ 2,2 bilhões) e 27 (R$ 2 bilhões).

A acentuada deterioração da caderneta se dá por conta da piora do cenário econômico, com o aumento do desemprego. Além disso, outros investimentos se tornaram mais atrativos ao apresentarem rentabilidade maior.

A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) — esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano e atualmente está em 12,25% ao ano. Nos últimos meses, no entanto, a queda da inflação fez com que a caderneta voltasse a oferecer ganho real aos investidores.

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