Secretário da Previdência nega necessidade de trabalhar 49 anos para se aposentar após reforma

Marcelo Caetano concede entrevista exclusiva ao R7 na tarde desta quinta-feira

Caetano defendeu que a proposta no Congresso conta com uma idade mínima semelhante para homens e mulheres

Caetano defendeu que a proposta no Congresso conta com uma idade mínima semelhante para homens e mulheres

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O secretário da Previdência do governo federal, Marcelo Caetano, negou nesta quinta-feira (9), em entrevista exclusiva ao R7, que a aprovação da reforma do sistema de aposentadorias só vai permitir os benefícios aos trabalhadores que contribuírem por 49 anos.

Segundo Caetano, com a aprovação da idade mínima de 65 anos o tempo de contribuição passará a ser menor do que o atual.

— Não são necessários 49 anos de jeito nenhum. O que acontece é que na regra permanente o tempo mínimo de contribuição passa a ser 25 anos, que é até menor do que o tempo mínimo que existe hoje em dia. [...] Essa proposta está reduzindo esse tempo [de contribuição], mas está colocando um limite de idade para 65 anos.

Ele explica que para se aposentar hoje um homem precisa contribuir por 35 para o sistema previdenciário e, a mulher, por 30 anos.

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O secretário também defendeu que a proposta apresenta uma idade mínima semelhante para homens e mulheres. Ele explica que em ambos os casos haverá uma regra de transição.

Questionado sobre a situação hipotética de um trabalhador que está prestes a se aposentar ainda neste ano de 2017, Caetano afirma que com a aprovação da reforma ele estará obrigado a pagar “um pedágio” de 50% sobre o tempo de contribuição restante. Ou seja, se faltar três meses para o profissional se aposentar, deverá contribuir por mais quatro meses e meio até ter direito ao benefício.