Economia Todos estão ligados na reforma pela sustentabilidade fiscal, diz Guedes

Todos estão ligados na reforma pela sustentabilidade fiscal, diz Guedes

No Fórum Econômico Mundial, na Suíça, ministro da Economia afirmou que investidores estão animados com perspectiva brasileira

Guedes participou de almoço nesta quarta-feira

Guedes participou de almoço nesta quarta-feira

Alan Santos/Presidência da República

Após uma manhã de reuniões bilaterais durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que levará a reforma da Previdência ao Congresso Nacional logo após o inicio das atividades do Legislativo, garantiu que a equipe econômica vai trabalhar para que a aprovação da proposta seja rápida e avaliou que os investidores estrangeiros estão "animados" com o novo governo do País.

"Todo mundo está muito animado", disse Guedes a jornalistas, em Davos.

Segundo ele, entre todas as propostas de mudanças que o governo vem falando, a mais aguardada pelos investidores internacionais é a da Previdência. "Todo mundo está ligado na reforma da Previdência por causa da questão de sustentabilidade fiscal", considerou.

Em resposta à consideração de que muitos investidores estrangeiros dizerem que só terão mais confiança em relação ao Brasil quando a proposta de reforma começar a ser analisada, Guedes respondeu que "sim, [o projeto de reforma] tem que ser aprovado".

Por isso, de acordo com Guedes, é que a equipe econômica decidiu apresentar a proposta tão logo o Legislativo inicie seus trabalhos — isso deve acontecer a partir de 1º de fevereiro.

"Não sei se na primeira semana, mas assim que o Congresso chegar vamos apresentar a proposta. Até não estou colocando outras coisas para não entupir a pauta", explicou.

Ele disse que não tem como fazer estimativas sobre o tempo que deputados e senadores tomarão para avaliar as sugestões do Executivo. "Mas vamos tentar que seja bem rápido", disse.

"Estou muito otimista", acrescentou. Questionado se não será complicada a aprovação já que se trata de um Congresso novo e fragmentado, ele respondeu: "Acho que vai ser legal [a negociação]."