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Economia Trabalhadores da LG rejeitam indenização e entram em greve

Trabalhadores da LG rejeitam indenização e entram em greve

Sindicato que representa a categoria diz que paralisação envolve cerca de 700 profissionais das linhas de celulares e notebooks

  • Economia | Do R7

LG estuda levar produção para Manaus (AM)

LG estuda levar produção para Manaus (AM)

Divulgação/Sindmetau

Cerca de 700 trabalhadores das linhas de produção de celulares e notebooks da fábrica da LG em Taubaté (SP) iniciaram uma greve, por tempo indeterminado, a partir desta segunda-feira (12).

De acordo com o Sindmetau (Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região), a paralisação foi aprovada após a rejeição de uma proposta de indenização pelo encerramento da produção na fábrica.

"A LG tomou uma decisão unilateral de fechar a fábrica de Taubaté. Nós vamos fazer a luta que for necessária para defender o interesse dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou o presidente do Sindmetau, Claudio Batista.

A proposta de indenização feita pela empresa e recusada pelos profissionais estabelecia extensão do plano médico, PLR (Participação nos Lucros) e indenização de acordo com tempo de casa e qualificação profissional.

A insatisfação dos trabalhadores leva em conta também a intenção da empresa de levar a linha de notebooks e celulares de Taubaté (SP) para Manaus (AM). A LG alega que na capital do Amazonas terá incentivos fiscais, o que não ocorre em São Paulo.

A fabricante sul-coreana aponta que a decisão de interromper a produção de smartphones em Taubaté ocorre após quase seis anos de prejuízo, totalizando cerca de US$ 4,5 bilhões no período. "O abandono do setor altamente competitivo permitirá que a LG se concentre em áreas de crescimento, como componentes de veículos elétricos, dispositivos conectados e casas inteligentes", disse a empresa, em nota.

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