Trabalho remoto e delivery são 'novo normal' chinês após Covid-19

Segundo estudo com executivos de comunicação e marketing, investimentos não vão parar e estão concentrados nas mídias digitais 

Mercado chinês vive um "novo normal"

Mercado chinês vive um "novo normal"

Reuters

Pesquisa realizada pela empresa de comunicação de mídia e marketing digital DAN (Dentsu Aegis Network) aponta que o mercado chinês está em um "novo normal" como consequência da pandemia do novo coronavírus. Nele, o protagonismo aponta para serviços delivery, trabalho remoto e os investimentos se concentram nas mídias digitais. 

A pesquisa ouviu 155 executivos seniores de comunicação e marketing entre os dias 28 de fevereiro a 3 de março, cerca de um mês após o país iniciar o lockdown — fechamento de estabelecimentos — como medida para impedir a propagação da covid-19.

Conforme a pesquisa, publicada no site Propmark, 77% dos anunciantes iniciaram um planejamento proativo de recuperação por causa da pandemia. Apenas 7% dos entrevistados disseram que pretendiam parar os investimentos por completo.

Segundo o estudo, 47% dos profissionais dizem que as vendas foram muito impacatidas pelo novo coronavírus. E, segundo a DAN, o setor de viagens é uma das categorias mais atingidas.

Por outro lado, os servios de delivery ganharam o protagonismo, juntamente com trabalhos remotos e diversos tipos de serviços prestados digitalmente (na nuvem).

De acordo com estudo da DAN, 33% dos profissionais entrevistados disseram que tem a pretenção de aumentar os investimentos em E-commerce (geralmente comércio em sites de vendas) e Social Commerce (comercialização em redes sociais).

A pesquisa indica que 33% dos entrevistados têm a intenção de aumentar os investimentos em plataformas sociais, em pessoas formadoras de opinião e em transmissões streaming como forma de engajar o público.

Para 22% dos executivos, é necessário uma mudança na mensagem e na segmentação, com revisão nas questões criativas e nas regiões geográficas.