Economia Vagas de estágio crescem 27% no 1º semestre e seguirão em alta no 2º

Vagas de estágio crescem 27% no 1º semestre e seguirão em alta no 2º

CIEE atribui elevação à vacinação e sinais de melhora da economia. Oportunidades para jovem aprendiz também aumentam

  • Economia | Márcia Rodrigues, do R7

Vagas de estágio foram de 85.513 no 2º semestre de 2020 para 108.335 no 1º do ano

Vagas de estágio foram de 85.513 no 2º semestre de 2020 para 108.335 no 1º do ano

Freepik

As vagas de estágio e de aprendiz cresceram 27% e 30,53%, respectivamente, no primeiro semestre de 2021, na comparação com o segundo semestre de 2020.

Enquanto que nos últimos seis meses do ano passado foram abertas 85.513 vagas de estágio, no primeiro semestre de 2021 foram 108.335, alta de 22.822 (26.7%).

Para jovem aprendiz, o número de oportunidades no mesmo período foi de 27.296 para 35.631, alta de 8.335 (30,53%).

Em relação a igual período no ano passado, o volume de vagas de estágio cresceu 2,1% e o de aprendizagem registrou avanço de 47,3%.

Os dados são de um levantamento divulgado nesta quarta-feira (14) pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola).

De acordo com a pesquisa, em junho O CIEE totalizou 203.127 estagiários e aprendizes ativos.

Para Mônica Vargas, superintendente nacional de operações do CIEE, o movimento crescente de vagas deve permanecer no segundo semestre.

Acreditamos que a vacinação e, consequentemente, os sinais de melhora que a economia vem nos mostramos propiciará um cenário positivo de abertura de vagas de estágio no segundo semestre. O mesmo deve ocorrer com as oportunidades para jovem aprendiz, mas por um outro fator: as empresas são obrigadas a cumprir cotas para o cargo.

Mônica Vargas

A previsão de Mônica é de o aumento de 26% nas vagas de estágio e jovem aprendiz se repita no segundo semestre.

As áreas que estão em alta, segundo Mônica, são:

• Administração;
• Pedagogia;
• Direito;
• Comunicação social (de forma geral);
• Contabilidade; e
• Tecnologia da Informação.

Mônica afirma que sentiu uma procura maior por estudantes de pedagogia na pandemia, maior do que o habitual.

O motivo está diretamente ligado ao fato de as escolas estarem precisando manter o distanciamento social e reduzir o número de alunos por sala, o que vem exigindo a contratação de mais professoras.

"O estudante de pedagogia vem sendo contratado para suprir esta demanda nas escolas, participando dessa divisão de alunos e a distribuição das turmas em mais salas", conta.

A pesquisa mostra que o salário do estagiário para uma carga horária de 6 horas varia de R$ 700 a R$ 1.100 e a remuneração média era de R$ 870.

Maioria dos estagiários tem nível superior

O estudo mostrou que 80,2% dos estagiários contratados no primeiro semestre têm nível superio; 14,3% têm nível médio e 5,5% nível técnico.

Gênero:

• 61% mulher; e
• 39% homem.

Faixa etária:

• 15% tem entre 16 e 18 anos;
• 35% tem entre 19 e 21 anos;
• 32% tem entre 22 e 25 anos;
• 10% tem entre 26 e 30 anos; e
• 9% tem entre 31 anos e mais

Maior parte dos jovens aprendizes tem ensino médio

Quando se fala em perfil do jovem aprendiz, o levantamento do CIEE mostrou que 56,6% são formados no ensino médio, 37% estão no ensino médio e 6,4% cursam o ensino fundamental.

Gênero:

Gênero:

55% mulher; e
45% homem.

Faixa etária:

48% tem até 17 anos;
52% tem de 18 a 24 anos

Primeiro emprego na pandemia

Isabela Carvalho de Souza, 18 anos, começou a trabalhar como jovem aprendiz na área administrativa da instituição Estácio de Sá, em junho de 2021.

Isabela comemora o emprego que conseguiu em junho

Isabela comemora o emprego que conseguiu em junho

Arquivo pessoal

Ela trabalha das 14h às 18h (4h por dia) e diz que seu maior desafio foi enfrentar a timidez para atender aos alunos e lidar com as pessoas.

"Eu era muito tímida e por ter de falar com pessoas das mais diferentes áreas e com os estudantes, agora tenho mais facilidade para me relacionar."

Isabela diz que ficou surpresa em conseguir emprego em plena pandemia. "Pela minha idade e por ser minha primeira experiência, achei que seria bem difícil encontrar um emprego."

O próximo passo na carreira de Isabela é fazer faculdade de psicologia. "Fiz teste de aptidão e de todos os cursos que pensei, me identifiquei masi com a psicologia."

Enquanto estágio técnico não vem, ela faz no ensino médio

Isadora aguarda estágio na área técnica de enfermagem

Isadora aguarda estágio na área técnica de enfermagem

Arquivo pessoal

Isadora Ribeiro Dias, 17 anos, está matriculada no curso técnico de enfermagem.

Porém, conseguiu um vaga de estágio no ensino médio, como conceitua o CIEE, em abril deste ano.

Mônica, do CIEE, explica que o estudante pode se candidatar a duas vagas quando se inscreve no CIEE: para a qual estuda ou para o ensino médio.

Ela trabalha auxiliando pacientes e profissionais da Fisaep respondendo e-mails, organizando planilhas, entre outras funções. 

"Eu mandei diversos currículos tanto para vagas de jovem aprendiz quanto para estágio até chegar a esta, na qual comecei em abril. Fiquei feliz por estar empregada em plena pandemia."

Falta de chance não é motivo para ficar parado

Para Mônica, mais do que a universidade ou escola que o estudante frequente, o que mais vai importar na hora da seleção é a sua vontade de crescer e a sua curiosidade.

"Muitos estudantes falam que não conseguem emprego, mas o que ele está fazendo enquanto a tão sonhada vaga não chega? A dica que dou é nunca pare de estudar. Há opções, inclusive no CIEE, gratuitas. É só ir atrás."

No site do CIEE é possível conferir e se cadastrar nas vagas para jovem aprendiz e estágio disponíveis, além de fazer testes de aptidão e cursos gratuitos. Confira as informações aqui.

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