Inflação

Economia Variante Delta amplia risco de recuperação econômica, avalia BC

Variante Delta amplia risco de recuperação econômica, avalia BC

Ata do Copom vê risco inflacionários e prevê novas altas da taxa de juros para conter avanço dos preços

  • Economia | Do R7

Homem usa máscara de proteção em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Homem usa máscara de proteção em frente à sede do Banco Central, em Brasília

Adriano Machado/Reuters - 02.09.2020

O BC (Banco Central) divulgou nesta terça-feira (10) a ata da reunião que decidiu pela quarta elevação consecutiva da taxa básica de juros, a 5,25% ao ano.

No documento, a autoridade monetária avalia que a variante Delta da covid-19 traz “riscos adicional’ à recuperação global da economia e diz que ainda existe “risco relevante” de aumento da inflação.

“O Comitê considera que a pandemia ainda segue produzindo efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos e, em particular, sobre o mercado de trabalho, com consequências para a dinâmica recente e prospectiva da inflação”, diz a ata.

Para justificar o salto de 1 ponto percentual da Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) afirma que a medida busca trazer o índice de preços de volta ao centro da meta pré-estabelecida pelo governo.

“Esse ajuste também reflete a percepção do Comitê de que a piora recente em componentes inerciais dos índices de preços, em meio à reabertura do setor de serviços, poderia provocar uma deterioração adicional das expectativas de inflação”, aponta o documento.

Com a movimentação, o BC prevê a necessidade de realizar novas altas na taxa básica de juros. “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, completa o texto.

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