Economia Veja a lista das estatais que o governo Bolsonaro vai privatizar

Veja a lista das estatais que o governo Bolsonaro vai privatizar

Venda de empresas deve ser anunciada nesta quarta-feira. Programa vai começar com os Correios, segundo o presidente Jair Bolsonaro

Fachada de uma agência dos Correios em São Paulo

Fachada de uma agência dos Correios em São Paulo

WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 20/04/2019

O governo federal deve anunciar nesta quarta-feira (21) a venda de 17 empresas, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. As privatizações vão começar pelos Correios, de acordo com o presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem apurou, esta é a lista que está sendo discutida no governo: 

. Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
. ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
. Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados);
. Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social);
. Casa da Moeda;
. Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo);
. Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);
. CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos);
. Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.);
. Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
. EBC (Empresa Brasil de Comunicação);
. Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada);
. Telebrás;
. Correios;
. Eletrobrás;
. Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva);
. Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo).

O martelo será batido na reunião do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) na tarde desta quarta.

Dessas empresas, Casa da Moeda, CBTU e Lotex já fazem parte do PPI. Outras cinco foram incluídas agora: Correios , Telebrás, ABGF, Ceitec e Emgea.

A privatização dos Correios necessariamente precisa passar pelo Congresso. A empresa tem monopólio dos serviços postais e do correio aéreo nacional (serviço postal militar) totalmente assegurado pela Constituição.

Dentro do governo há quem defenda que os Correios sejam desidratados, por meio da criação de parcerias com a iniciativa privada, formando joint ventures em que a estatal seria minoritária.

Esse modelo é mais fácil de ser tocado, segundo fontes, já que não exigiria a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC), que exige o apoio de três quintos dos parlamentares em dois turnos de votação.

Encontro sobre a Eletrobrás

Na manhã desta quarta, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se reuniu com Guedes e líderes da Câmara dos Deputados, incluindo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir a desestatização da Eletrobrás.

O governo do presidente Michel Temer enviou um projeto de lei ao Congresso sobre o tema, que ainda não foi votado, mas o atual governo cogita o envio de outro projeto. Em conversa com investidores na terça-feira (20), Albuquerque disse que gostaria que o processo de saída do controle da Eletrobrás ocorresse este ano e adiantou que, se a opção for tratar do assunto no projeto que já existe, serão necessários aperfeiçoamentos no texto. 

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