Vendas no comércio recuam em março, diz IBGE

Setor já sofre primeiros impactos causados pela pandemia de coronavírus e registra queda de 2,5% em comparação a fevereiro deste ano

Supermercados impediram queda mais acentuada

Supermercados impediram queda mais acentuada

Sergio Moraes/Reuters - 14.03.2020

As vendas no comércio recuaram 2,5% em março em comparação com o mês anterior, sofrendo os primeiros impactos da pandemia de coronavírus, de acordo com a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

Segundo o IBGE, a queda só não foi mais intensa por causa das áreas consideradas essenciais durante o isolamento social, como é o caso dos supermercados, que registraram aumento de 14,6% nas vendas

Além deste setor, outro que teve avanço significativo foi o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com alta de 1,3%. 

Em contrapartida, seis dos oito setores pesquisados tiveram queda no mês, principalmente aquelas que tiveram suas lojas físicas fechadas em algumas cidades do país, a partir da segunda quinzena do mês: tecidos, vestuário e calçados (-42,2%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%), móveis e eletrodomésticos (-25,9%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%), combustíveis e lubrificantes (-12,5%).

O gerente da pesquisa, Cristiano Santos, afirma que o isolamento social adotado por alguns Estados impactou no resultado de março. “Essas cidades consideraram hiper e supermercados e produtos farmacêuticos como atividades essenciais, enquanto as demais tiveram as portas fechadas nos comércios de rua e nos centros comerciais”, diz, acrescentando que, do total de 36,7 mil empresas da amostra da pesquisa, 14,5% registraram o impacto da covid-19 como principal causa de variação das suas receitas.

De janeiro a março deste ano, o setor acumula alta de 1,6% e de 2,1% nos últimos 12 meses.