Volume de vendas no varejo tem segundo mês seguido de queda, diz IBGE
Já o resultado da receita nominal volta a ser negativo depois de dois meses positivo
Economia|Do R7

A pesquisa mensal do comércio, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), voltou a apresentar resultados negativos. Em março, o volume de vendas no varejo tiveram queda de 0,9% e a receita nominal teve variação de -0,4%, ambas com relação ao mês anterior, ajustadas sazonalmente.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de que as vendas recuassem 0,35% na comparação mensal segundo a mediana de 26 projeções, e subissem 1,50% na base anual na mediana de 23 estimativas.
De acordo com o IBGE, no caso do volume, o resultado é o segundo consecutivo com taxa negativa. Já o da receita nominal volta a ser negativo depois de dois meses positivo.
Na média do trimestre, o volume de vendas registrou variação de -0,4%, enquanto a receita apresentou taxa de 0,4%. Nas demais comparações, obtidas das séries originais (sem ajuste), o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimo da ordem de 0,4% sobre março do ano anterior.
Em termos acumulados, as variações foram de -0,8% no trimestre e de 1,0% nos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 6,5%, 5,5% e de 7,3%, respectivamente.
O varejo ampliado, que inclui, ainda, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, continuou a registrar variação negativa sobre o mês anterior na série com ajuste sazonal. A taxa foi de -1,6% para o volume de vendas e de -1,5% para a receita nominal.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior houve variações de -0,7% para o volume de vendas e de 5,1% na receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, os resultados foram de -5,3% no ano e de -3,4% nos últimos 12 meses, para o volume de vendas, e de 0,5% e 2,3% para a receita nominal, respectivamente.
Setores
No terceiro mês do ano, sete das dez atividades investigadas na pesquisa registraram resultados negativos para o volume de vendas, na relação com o mês anterior na série com ajuste sazonal.
As taxas negativas foram em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,2%); material de construção (-0,3%); tecidos, vestuário e calçados (-1,4%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,3%); móveis e eletrodomésticos (-3,0%); e veículos e motos, partes e peças (-4,6%).
As atividades com resultados positivos foram combustíveis e lubrificantes (2,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%).
Na comparação de março de 2015 com março de 2014 (série sem ajuste), considerando o volume de vendas, três das oito atividades do comércio varejista registraram variações positivas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (17,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,2%); e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (21,8%).
As atividades que exerceram impactos negativos na composição do resultado do varejo foram hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,4%); móveis e eletrodomésticos (-6,8%); combustíveis e lubrificantes (-2,1%); e tecidos, vestuário e calçados (-1,2%). O comércio de livros, jornais, revistas e papelaria, que apresentou variação de -5,9%, não exerceu, praticamente, impacto na formação do resultado global.
Regiões
No comércio varejista, das 27 unidades da federação 13 apresentaram variações positivas no volume de vendas, na comparação de março de 2015 com igual mês do ano anterior (série sem ajuste), com destaque para Roraima (22,5%); Acre (13,6%); Sergipe (7,4%) e Rondônia (6,5%).
Quanto às maiores participações positivas, destacaram-se Rio de Janeiro (4,2%); Santa Catarina (3,3%); e Paraná (2,4%). Em relação aos maiores impactos negativos, os resultados foram: -8,3% em Mato Grosso; -0,4% em São Paulo; e -6,7% em Goiás.
Para o volume de vendas, na comparação março de 2015 sobre o mês anterior (com ajuste sazonal), os resultados do varejo foram negativos para 16 Estados, ressaltando-se Amazonas (-3,3%); Rio de Janeiro (-3,1%); Pernambuco (-2,9%); e Paraíba (-2,5%). As maiores taxas positivas ocorreram no Pará (2,2%); Roraima (1,4%); Acre (1,2%) e Santa Catarina (1,2%).
Em relação ao comércio varejista ampliado, 16 Estados registraram resultados positivos em termos de volume de vendas, na comparação com o mesmo período do ano anterior, destacando-se Roraima (12,4%); Acre (10,1%); Sergipe (7,6%); e Rio Grande do Norte (7,1%).
Os Estados com maiores impactos positivos foram Rio de Janeiro (2,9%); Minas Gerais (3,3%); e Ceará (2,9%). Entretanto, as participações negativas de três Estados na composição da taxa do varejo influenciaram o resultado negativo global (-0,7). São eles: São Paulo (-3,1%); Santa Catarina (-3,2%) e Rio Grande do Sul (-2,1%).














