Educação Após consulta pública, MEC lança segunda versão da Base Nacional

Após consulta pública, MEC lança segunda versão da Base Nacional

Texto passou por mudanças e versão final do documento será apresentado em junho deste ano

  • Educação | Do R7

Mercadante participou da divulgação da nova versão do texto

Mercadante participou da divulgação da nova versão do texto

Wilson Dias/11.01.2016/Agência Brasil

O MEC (Ministério da Educação) apresentou na tarde desta terça-feira (3) a segunda versão da Base Nacional Comum, um currículo nacional que vai estabelecer os conhecimentos essenciais que todos os alunos do País devem ter durante o período escolar. Em 2015, a primeira versão do texto começou a ser elaborada e foi apresentada em setembro. Depois disso, foi aberta a fase de consulta pública — ao todo, foram registradas mais de 12,2 milhões de contribuições. Com base nisso, o MEC produziu a segunda versão do texto. 

Entre as novidades apresentadas nesta tarde em cerimônia realizada em Brasília, foram destacadas mudanças nas áreas de língua portuguesa e história — especialistas apontavam lacunas na parte de literatura portuguesa e criticavam a ausência de gramática, além de ver a necessidade de ampliar a parte de história mundial da Base.

De acordo com Anna Helena Altenfelder, superintendente do Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) ouvida pelo R7 após a divulgação da nova versão, essas duas áreas tiveram seus textos melhorados. 

— Em história houve a inclusão da história ocidental. A parte de história antiga, medieval constava pouco na primeira versão, que estava muito centrada só na história do Brasil.

Agora, a proposta é manter os conteúdos de história africana e indígena que já estavam no projeto, mas ampliar as partes relacionadas à história ocidental.

Na área de língua portuguesa, Anna destaca que os objetivos de aprendizagem em cada fase da vida escolar foram melhor definidos e que os conteúdos que serão tratados na área também foram melhorados já que se aproximaram ao que os professores estão acostumados a trabalhar em sala de aula. A ausência de gramática, ponto que estava falho na primeira versão, também foi melhor contemplado agora, segundo ela. 

— A divisão das áreas ficou mais próxima. Oralidade, leitura, escrita, conhecimentos sobre a língua e norma da língua. Na versão anterior não era essa a divisão. Vale lembrar que a gramática entra nessa parte de conhecimentos sobre a língua e norma da língua, que é um ponto que foi aperfeiçoado. 

Além disso, a parte de literatura brasileira ganhou mais espaço.

— Não desconsideraram a literatura regional, brasileira, que são importantes, mas estabeleceram um diálogo com a literatura ocidental e portuguesa. A solução me pareceu interessante, abriu uma perspectiva interessante

De acordo com o MEC, o documento será mais uma “ferramenta que vai ajudar a orientar a construção do currículo das mais de 190 mil escolas de educação básica do País”. Antes da versão final, ainda haverá a realização de seminários estaduais e o texto apresentado hoje passará por novas alterações. 

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