Bolsonaro sugere cortar verbas para os cursos de sociologia e filosofia

Presidente twittou nesta sexta-feira (26) e explicou que "o objetivo é focar em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte"

Presidente defende diminuição de verbas para áreas de humanas

Presidente defende diminuição de verbas para áreas de humanas

Marcelo Camargo/Agência Brasil - 15.01.2017

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta no Twitter nesta sexta-feira (26) que o ministro da Educação, Abraham Weintrab, estuda descentralizar os investimentos nos cursos de filosofia e sociologia do país. O objetivo seria focar "em áreas que gerem retorno imediato ao contribuinte, como: veterinária, engenharia e medicina".

Segundo Bolsonaro, o ministro da Educação pretende alinhar esta ideia com o governo. Ainda em sua conta do Twitter, o presidente informou que “a função do governo é respeitar o dinheiro do contribuinte, ensinando para os jovens a leitura, a escrita e a fazer contas”.

O presidente disse que os alunos das falcudades de humanas já matriculados não sofrerão com a decisão do ministro da Educação.

Bolsonaro não explicou quais recursos seriam realocados ou se a mudança seria em universidades públicas, nem se afetaria programas de financiamento estudantil em instituições particulares. 

O assunto já gera polêmica nas redes. Milhares de comentários favoráveis e contrários movimentam o Twitter.

Assunto está dividindo opiniões na internet

Assunto está dividindo opiniões na internet

Reprodução/ Twitter

O R7 conversou com o professor Roberto do Carmo, diretor associado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a respeito da sugestão de cortes dos cursos de filosofia e sociologia.

O professor diz que a “perspectiva devia ser ao contrário, como aumentar o investimento em ciências gerais, pois são cursos que aumentam o pensamento autônomo. É esse tipo de pensamento que desenvolve o país, e são essas áreas que trazem um pensamento crítico”.

Carmo completa “o conhecimento científico que é produzido nas universidades brasileiras está inserido em uma história muito importante para entender a realidade do país”.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Tatiana Chiari