Educação Brasileiro conquista ouro em Olimpíada de Astronomia

Brasileiro conquista ouro em Olimpíada de Astronomia

Eduardo Henrique Camargo de Toledo se destacou em competição latino-americana. Na terça (8), estudante se encontrará com ministro Marcos Pontes

Momento do anúncio da medalha de ouro na OLAA

Momento do anúncio da medalha de ouro na OLAA

Arquivo Pessoal

Morador do interior de São Paulo e estudante do segundo ano do ensino médio, Eduardo Henrique Camargo de Toledo conquistou o ouro na edição deste ano da OLAA (Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica). As provas deveriam ser realizadas no Equador, mas por conta da pandemia de coronavírus a edição foi virtual.

O estudante de 16 anos deve ir na próxima terça-feira (8) participar de um evento o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, em Brasília.

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Apesar da pouca idade, Eduardo coleciona medalhas e participações em olimpíadas.  Participou pela primeira vez no sétimo ano do ensino fundamental, quando levou um bronze em matemática e não parou mais.

Eduardo pretende ser professor

Eduardo pretende ser professor

Arquivo Pessoal

O interesse pela astronomia surgiu na escola, em aulas focadas no assunto. "Meu pai me deu um telescópio e poder observar as estrelas é algo realmente incrível", diz. "Mas realmente acho muito inspirador estudar o universo, os mistérios e as descobertas sobre ele, que revelam muito sobre nós, a nossa existência."

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Na OLAA podem competir estudantes de até 20 anos que não estejam matriculados no ensino superior. Os países latino-americanos podem participar com uma equipe de até cinco integrantes, sendo sempre necessário pelo menos um representante de cada gênero.

Eduardo foi um dos convocados para integrar a seleção brasileira. Mesmo com toda a afinidade pela área, ele precisou se dedicar muito neste ano e o resultado foi mais que merecido. Além das aulas específicas para as Olimpíadas oferecidas pela escola, ele encarou um rígido treinamento para a seleção no Observatório Nacional.

"Foi algo muito custoso, tive de me dedicar muito, mas sem dúvida foi uma experiência muito importante", avalia. 

No próximo ano, Eduardo pretende concorrer a uma vaga no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) ou na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pretende seguir a área acadêmica e de pesquisa. "Quem sabe ser um professor universitário?".

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