Educação De volta à escola aos 98 anos, queniana dá exemplo para as próximas gerações

De volta à escola aos 98 anos, queniana dá exemplo para as próximas gerações

Priscilla Sitienei também sonha em seguir uma nova carreira e mostra que nunca é tarde para voltar a estudar

Reuters
'Gostaria de me tornar médica, porque eu costumava ser parteira', diz

'Gostaria de me tornar médica, porque eu costumava ser parteira', diz

Monicah Mwangi/Reuters - 25/01/2022

Em uma sala de aula de pedra em Rift Valley, na zona rural do Quênia, Priscilla Sitienei, que completa 99 anos na sexta-feira, faz anotações ao lado de colegas que são mais de oito décadas mais jovens que ela.

De vestido cinza e suéter verde que compõem o uniforme escolar, Sitienei disse que voltou às aulas para dar um bom exemplo aos bisnetos e seguir uma nova carreira.

"Gostaria de me tornar médica, porque eu costumava ser parteira", disse ela à Reuters, acrescentando que seus filhos apoiaram a decisão.

Em 2003, o governo queniano começou a subsidiar o custo do ensino primário, permitindo que alguns membros mais velhos da sociedade que perderam a oportunidade de receber educação durante a juventude revivessem seus sonhos.

A ação levou alguns dos alunos mais velhos ao estrelato, incluindo Sitienei, que viajou a Paris no ano passado para o lançamento de um filme sobre sua jornada intitulado Gogo, que significa avó em sua língua nativa, kalenjin. Ela também irá a Nova York em breve para o lançamento do filme.

Segundo ela, a ideia de voltar aos estudos veio quando sua bisneta abandonou a escola após engravidar. "Perguntei brincando se ela tinha algum saldo de mensalidade na escola e ela disse que sim, então disse a ela que usaria para começar a escola."

Sitienei disse que esperava que sua bisneta retomasse os estudos, mas quando a jovem se recusou, decidiu ir à escola ela mesma.

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