Enem 2018
Educação Enem 2018 amplia tempo de prova e reforça medidas de segurança

Enem 2018 amplia tempo de prova e reforça medidas de segurança

Ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), disse nesta quarta-feira (21) que o órgão atendeu as demandas pleiteadas por milhares de estudantes

Enem 2018 é marcado por ampliação de tempo de prova e medidas de segurança

Enem 2018 é marcado por ampliação de tempo de prova e medidas de segurança

Divulgação / INEP

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2018 é marcado pela ampliação do horário de prova e por medidas de segurança. Os participantes terão meia hora a mais para a segunda prova, de ciências da natureza e matemática, além de justificarem ausência no Enem anterior e solicitação de isenção.

Em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (21), o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), disse que o órgão atendeu as demandas pleiteadas por milhares de estudantes. "Ampliação dos beneficiários da taxa de isenção e do tempo de prova, além de regras da correção da redação foram algumas delas".

Os candidatos interessados em participar do Enem deste ano devem fazer as inscrições das 10h de 7 de maio às 23h59 de 18 de maio (horário de Brasília), de acordo com o edital da prova, publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta quarta-feira (21). Assim como em 2017, neste ano as provas serão realizadas em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro.

Neste ano, conforme regras publicas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), os candidatos terão 5h para fazer a prova do segundo dia — 30 minutos a mais em relação ao mesmo exame de 2017. No primeiro dia, porém, o prazo permanece o mesmo: 5h30.

Isenção e Justificativa

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, comentou durante a coletiva sobre os números do Enem 2017. “Foram desperdiçados R$ 222 milhões com os ausentes”. Para driblar essa questão, ela esclareceu que é preciso justificar a ausência do último exame para poder pedir nova isenção.

A solicitação de isenção e a justificativa de ausência estão marcadas, segundo o Ministério, para a mesma data — 2 a 11 de abril. De acordo com a diretora de Gestão e Planejamento do Inep, Eunice Santos, o sistema foi aperfeiçoado. “Quando o participante insere o CPF, o sistema realiza uma busca de dados e tem-se o histórico do aluno. Se ele justifica a ausência, por exemplo, automaticamente será pedido a isenção deste ano”.

Serão isentos os estudantes que estejam cursando a última série do ensino médio neste ano em escola da rede pública, ou que tenha cursado todo o ensino médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.

Também tem isenção o participante que declarar estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda e que esteja inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal . Neste ano, também são isentos os participantes do Encceja (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos) do ano passado.

Os participantes isentos da taxa de inscrição que não compareceram nos dias de prova no Enem do ano passado terão que justificar a ausência por meio de atestado médico, documento judicial ou boletim de ocorrência para fazer o Enem 2018 sem pagar a taxa.

O participante que não apresentar justificativa de ausência no Enem 2017 ou tiver a justificativa reprovada após o recurso e desejar se inscrever no Enem 2018 deverá pagar o valor da taxa de inscrição.

Mendonça Filho disse que ministério atendeu "milhares de estudantes" em novo edital

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Mateus Bonomi/Folhapress - 24.01.2018

Segurança

De acordo com o ministro, o edital prevê a realização de revista eletrônica nos locais de prova, por meio do uso de detectores de metais. A novidade deste ano é que os alunos também deverão permitir que os artigos religiosos, como burca e quipá, sejam revistados pelo aplicador das provas. Quem não permitir a revista poderá ser eliminado.

Direitos Humanos

O Inep retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos. Filho é categórico: "a decisão foi tomada e vai continuar". 

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