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Educação Estudante de Guarulhos desenvolve respirador 4 vezes mais barato

Estudante de Guarulhos desenvolve respirador 4 vezes mais barato

Aluno de engenharia desenvolveu protótipo para ser utilizado por pacientes que precisam de tratamento respiratório em casa

Professor Renato no laboratório de engenharia

Professor Renato no laboratório de engenharia

Anhanguera/Divulgação

O estudante Júlio Duaibes desenvolveu o protótipo de um respirador hospital com um custo quatro vezes menor que os vendidos no mercado — o custo estimado é de R$ 10 mil contra os R$ 45 mil do equipamento padrão . A ideia nasceu nas aulas de projeto do curso de engenharia, como uma forma de elaborar algo útil à sociedade.

"Sou pesquisador na USP (Universidade de São Paulo) há muitos anos e toda a minha vida é ligada à pesquisa, quando fui para a Anhaguera de Guarulhos, fui com essa proposta, a de desenvolver algo em prol do bem-estar das pessoas e do meio ambiente", conta o professor Renato Lobo. "A pandemia atrasou um pouco o desenvolvimento de alguns projetos, mas continuamos as conversas com os alunos via aplicativos de conversa e com aulas online", conta.

Neste período de isolamento social, o professor recebeu a proposta de um estudante que chamou sua atenção. "Diante dos números de casos de covid, pensei como poderia contribuir para a sociedade para elaborar um respirador automático, pensando em como melhorar o conforto dos pacientes", explica Júlio.

Protótipo de respirador que pode ser usado em casa

Protótipo de respirador que pode ser usado em casa

Anhanguera/Divulgação

Foram quatro meses de pesquisa teórica. O primeiro passo foi ouvir especialistas e médicos que pudessem orientar quais as necessidades reais dos pacientes de covid. Depois, produzir algo que fosse mais acessível para as pessoas.

"Optamos por desenvolver um respirador eletromecânico, que pudesse ser utilizado em casa e também ser útil mesmo depois da pandemia", conta Renato. "No início deste semestre montamos o protótipo, agora vamos para a fase de testes na própria universidade e em parceria com a equipe de fisioterapia, para depois procurar um parceiro para a produção."

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