Educação Mulheres são maioria, mas continuam longe da direção das universidades

Mulheres são maioria, mas continuam longe da direção das universidades

Discriminação sexual, falta de apoio e preconceito são fatores que prejudicam carreira

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Especialistasunidos em um encontro de reitores apontaram que só 14% das mulheres ocupam  cargos catedráticos

Especialistasunidos em um encontro de reitores apontaram que só 14% das mulheres ocupam cargos catedráticos

Divulgação

Em alguns países da América Latina as mulheres já representam cerca de 60% dos alunos que cursam ensino superior. Apesar disso, especialistas reunidos em um encontro de reitores realizado na última segunda-feira (28), apontaram que só 14% delas ocupam  cargos catedráticos nas instituições de ensino superior da região.

Mulheres já ultrapassam 60% dos formandos em nível superior

Nas universidades brasileiras, as mulheres são maioria há pelo menos duas décadas. Dados do MEC (Ministério da Educação) mostram que em 2012 o número de formandos do sexo feminino chegou a 61,2% do total.

Para o presidente da Universidade de Yale,  Peter Salovey, abusos e discriminação sexual ainda atrapalham a carreira unversirtária das mulheres.

Ele pondera que a presença feminina em cargos de destaque dentro das instituições de ensino superior poderia aumentar se elas adotassem novos modelos.

— Hoje temos um modelo único que não é muito flexível. Outras áreas carreiras como a advocacia se tornaram mais maleáveis.  Nos EUA, por exemplo, já existem escritórios que permitem que as advogadas fiquem com seus filhos parte do dia.  

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Andrew Hamilton, da universidade de Oxford, lembra que o comando feminino também tem que superar barreiras presentes no inconsciente coletivo.

Já Bernhard Eitel, reitor de Heidelberg (Alemanha), comentou que a instituição tenta facilitar a vida das pesquisadoras dando apoio familiar para elas.

— Em Heidelberg temos 300 apartamentos para as famílias das nossas cientistas. Dizemos a elas para trazerem as crianças se puderem, que nós cuidaremos delas até o final do doutorado.

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Pesquisa

Uma pesquisa realizada pelo Universia antes do encontro de reitoresw mostra que 57% dos estudantes consideram que as mulheres não são discriminadas no que se refere ao acesso à universidade. Destes,e 26,9% acreditam que elas “são pouco discriminadas”, outros 10,7% apontaram que as mulheres são “um pouco discriminadas”, 2,6% atestaram que são bastante discriminadas, ára 0,8% elas são “muito discriminadas” e 2% não souberam responder.

Estes dados foram colhidos em questionários enviados a mais de 13 mil estudantes, 5.614 professores e 2.766 pais.

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