Educação Número de inscritos no Sisu chega a 1,8 milhão, mas resultado é incerto

Número de inscritos no Sisu chega a 1,8 milhão, mas resultado é incerto

De acordo com balanço final do MEC, o nordeste foi a região do país com o maior volume de inscrições. Divulgação de classificação continua suspensa

  • Educação | Ricardo Pedro Cruz, do R7, com informações da Agência Brasil

Sisu é porta de entrada para universidades federais

Sisu é porta de entrada para universidades federais

Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Sisu (Sistema de Seleção Unificada) alcançou ao todo 1,8 milhão de estudantes inscritos, de acordo com balanço final apresentado pelo Ministério da Educação na tarde desta segunda-feira (27). A divulgação do resultado, programada para acontecer nesta terça-feira (28), no entanto, continua suspensa após o TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) manter liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo. União diz que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça)

As inscrições para o sistema de seleção ultrapassaram a casa dos 3,4 milhões. Vale ressaltar que o número é maior do que o de inscritos porque cada estudante pode selecionar até duas opções de curso durante o processo.

Para participar da seleção, era necessário que o estudante não tivesse zerado a redação na edição de 2019 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O prazo de inscrição, que acabaria na sexta-feira (24), foi estendido até o último domingo (26) por conta de problemas na correção do Enem que, de acordo com o MEC, teria afetado cerca de 6 mil participantes

Entenda o caso

Na sexta-feira (25) a Justiça Federal de São Paulo determinou a suspensão da divulgação dos resultados do Sisu até que o governo federal demonstre a correção das provas apontadas com problemas por estudantes de todo o país. O tribunal deu prazo de cinco dias para o cumprimento da decisão, sob multa diária de R$ 10 mil.

A decisão foi motivada por pedido da DPU (Defensoria Pública da União). Na petição, o órgão cobra que o Ministério da Educação comprove com documentos a realização da revisão dos testes prejudicados no Enem. Além disso, reivindica a explicação sobre os parâmetros utilizados nesse procedimento.

O erro, argumentou a DPU, teria impactado não apenas esses estudantes, mas o desempenho de todos os participantes, uma vez que notas de corte e a classificação são atribuídas a partir das notas de todos os alunos que realizaram a prova.

“Tendo em vista que as notas das provas que foram revisadas podem ter sofrido substancial alteração, é certo que há a potencialidade de gerar algum impacto, ainda que de décimos, nos resultados finais de todos os candidatos, o suficiente para significar o acesso à vaga”, explicou a petição.

No domingo (26), o TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) negou pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) e manteve a liminar concedida pela Justiça Federal de São Paulo. A entidade, no entanto, disse nesta segunda-feira (27) que vai vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar reverter a decisão judicial

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