Procurar ou não berçário para os filhos? Especialistas respondem

Famílias não se sentem seguras para o retorno das crianças e ao mesmo tempo, com a volta ao trabalho, precisam das escolas

Escolas particulares abrem período de matrículas para 2021

Escolas particulares abrem período de matrículas para 2021

Pixabay

Em tempos de pandemia, muitos pais não sabem se devem procurar um berçário ou escola de educação infantil para as crianças pequenas. Com o isolamento social e as incertezas quanto ao retorno, muitas famílias se sentem perdidas neste momento, principalmente aquelas que precisam voltar ao trabalho presencial.

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Para a conselheira de educação da prefeitura de São Paulo, Rose Neubauer, é tempo de esperar. "Os pais que puderem, devem aguardar para ter certeza que vão mandar as crianças em segurança para a escola", diz. "Para as famílias que necessitam de uma vaga na rede municipal, as inscrições estão abertas pela internet."

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As famílias que estejam em busca de uma vaga em uma creche em São Paulo devem fazer a solicitação pelo site

Escolas de educação infantil sentiram o impacto da pandemia. Muitas tiveram de fechar as portas por falta de alunos nesse período de isolamento social. Em junho, uma pesquisa realizada a pedido da União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte já apontava para um colapso no setor devido a pandemia. Entre os dados levantados, 95% das instituições sofreram com cancelamento de matrículas e perderam 10% do quadro de alunos. E as escolas e creches que atendem bebês de zero a três anos perderam mais de um milhão de alunos.

O cenário ainda é incerto. As aulas podem ser retomadas em novembro, mas os estudantes da capital aguardam decisão da prefeitura. Os pais que buscam escola para 2021, também podem fazer matrícula na rede particular.

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"Creio que 2021 será uma ponte para 2022, tudo ficou muito bagunçado, muitas escolas fecharam as portas e ainda é difícil prever como será o próximo ano", observa Ademar Batista Pereira, presidente da Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares).

Para Batista, as famílias devem ficar atentas ao número de vagas. "Muitas escolas fecharam e existe o risco das famílias não conseguirem matricular as crianças na instituição que gostariam."

Para Bruna Elias, diretora pedagógica do Colégio Brasil Canadá, antes de fazer a matrícula os pais "devem observar o trabalho da escola com os protocolos de segurança e a seriedade da instituição em manter um diálogo aberto e bastante sincero com toda comunidade escolar, incluindo os pais."

Os pais devem avaliar o ambiente físico, se as são salas arejadas e abertas, essenciais para se garantir um retorno mais seguro e adequado aos protocolos de segurança para o ambiente escolar. "Vale fazer uma visita seguindo todos os protocolos de segurança para conhecer o espaço."

Colégios com um número maior de alunos contrataram consultorias de grandes hospitais para implantar o protocolo sanitário e essas regras devem ser seguidas. Fábio Martinez, diretor-executivo do Colégio Humboldt destaca, que a escola segue as orientações do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz. "As rotinas criadas para os  alunos conviverem com máscaras, limpeza constante das mãos, evitar abraços e contato físico  de forma lúdica e natural", observa.

"Os professores deverão usar máscaras com parte central transparente para os alunos verem o sorriso da professora, óculos de proteção dos olhos ao invés do tradicional "face shield" que pode assustar as crianças", avalia.