Enem 2020

R7 Ensina 'Alunos não serão prejudicados', diz ministro sobre lotação

'Alunos não serão prejudicados', diz ministro sobre lotação

'Isso é uma decisão que como ministro eu posso garantir", afirmou Milton Ribeiro durante visita a uma escola de São Vicente

  • R7 Ensina | Do R7, com Agência Estado

Ministro Milton Ribeiro

Ministro Milton Ribeiro

Isac Nóbrega/PR - 16.07.2020

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, garantiu neste domingo (24) que ninguém será prejudicado por problema de lotação de salas durante a aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Enem 2020: Assista à correção da segunda prova neste domingo (24)

"Os estudantes que não conseguiram entrar nas escolas não serão prejudicados. Isso é uma decisão que como ministro eu posso garantir", afirmou, durante visita à EMEF Laura Filgueiras, em São Vicdente (SP), para acompanhar o último dia de prova.

Leia também: Segundo dia do Enem tem questões sobre petróleo e Ecologia

Mais cedo, durante visita a uma escola de Moema, na zona sul de São Paulo, Ribeiro já havia falado que a previsão de abstenção foi acertada e que se o Inep tivesse contratado espaços para todos os inscritos poderia ter tido gasto excessivo de dinheiro.

"Se houve um pensamento de 30% (de abstenção), nós estávamos certos. Porque foi de 51%", afirmou ao ser indagado sobre relatos de secretários e reitores, que afirmaram que a organização do Enem contava com ausência de estudantes para garantir o distanciamento de alunos.

"Imagine se o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tivesse contratado tudo (salas para todos os inscritos)?", disse ainda o ministro. "O valor do dinheiro público que haveríamos de usar..."

Defensoria

Na semana passada, a Defensoria Pública da União (DPU) entrou com um pedido à Justiça Federal para anular decisão que manteve o Enem nos dias 17 e 24 de janeiro, sob alegação de que o Inep mentiu a respeito da capacidade das salas. O pedido foi negado.

Candidatos que fizeram a prova no domingo passado relataram salas lotadas e disseram que não foi cumprido o distanciamento mínimo de um metro entre os estudantes. "De repente a sala ficou cheia. Comecei a ter crise de ansiedade", disse uma estudante que fez a prova em São Caetano do Sul.

Outros alunos acabaram impedidos de fazer a prova depois que as salas atingiam 50% da capacidade. Eles só foram comunicados de que não poderiam entrar nas classes quando já estavam nos locais de prova. Esses episódios ocorreram em pelo menos 11 locais, nos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Até mesmo na escola que Ribeiro visitou neste domingo, houve relato de sala cheia, embora o colégio tenha apenas 338 inscritos. Rodrigo Silva, de 16 anos, diz que na sala dele, apesar das faltas, havia mais de 20 alunos na semana passada e não foi possível o distanciamento de 2 metros. "Se não tivesse faltado ninguém, estaria lotada."

Apesar dos problemas e da abstenção recorde, de 51,5%, o ministro da Educação classificou, no domingo passado, a realização do Enem, em meio à pandemia, como "um sucesso". "Para quem fez foi um sucesso", disse Ribeiro.

Neste domingo, o ministro voltou a destacar a importância do Enem para o ensino superior privado. "Eles não aguentariam mais um semestre sem mensalidade."

Últimas