Enem 2020

R7 Ensina Enem: estudantes relatam locais de prova com portas fechadas no Rio

Enem: estudantes relatam locais de prova com portas fechadas no Rio

Cidade registrou calor de mais de 37ºC, com sensação térmica ultrapassando os 45ºC em alguns pontos 

Agência Estado
Estudantes realizam Enem no Rio de Janeiro com calor de mais de 37 ºC

Estudantes realizam Enem no Rio de Janeiro com calor de mais de 37 ºC

ALEXANDRE SILVA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O calor de mais de 37ºC, com sensação térmica ultrapassando os 45ºC em alguns pontos do Rio, foi mais forte do que todos os protocolos de segurança para se evitar a propagação do novo coronavírus. No primeiro dia de provas do Enem, candidatos que foram fazer o exame na PUC-Rio tiveram o "benefício" do sistema de ar-condicionado, inclusive com as janelas fechadas.

"Quando entrei na sala o ar-condicionado estava funcionando, com as janelas abertas. Um pouco antes da prova perguntaram como a gente preferia fazer, se com o ar-condicionado ligado ou não. Chegamos a um consenso de fazer a prova com as janelas fechadas e o ar ligado", relatou o estudante Guilherme Lorenzatto, de 17 anos.

O jovem contou ainda que sua sala não estava lotada. "Teve diversos ausentes, e talvez por isso ficaram vários lugares vagos. Em geral havia um lugar vago à frente e do lado, mas logo atrás de mim tinha outro candidato", narrou.

Maria Cristina Magalhães Pinto, de 19 anos, deu relato semelhante. "Na minha sala fizemos a prova com o ar-condicionado ligado", contou. "Mas havia muitos espaços vazios, em média duas carteiras entre os candidatos."

Teve ar-condicionado e janelas cerradas também na sala de André de Paula de Oliveira, 18 anos. Ele admitiu que isso ajudou a enfrentar o calor, mas lamentou a prova em meio à pandemia sobretudo pela necessidade de se usar máscaras.

"É muito difícil fazer prova de máscara. Fica pinicando, sua, e você não tem como tirar. Até cheguei a pensar em não vir fazer a prova, mas como tinha pago a inscrição acabei vindo", afirmou.

À exceção do ar-condicionado, os estudantes contaram que os protocolos sanitários foram respeitados. "Tinha álcool em gel e todo mundo usou máscara. Só tiravam no momento em que comiam algo", pontuou Lorenzatto.

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