Educação Veja a repercussão da escolha de Feder para o Ministério da Educação

Veja a repercussão da escolha de Feder para o Ministério da Educação

Entidades da área educacional e o mundo político comentaram nesta sexta-feira (3) a nova indicação do presidente Bolsonaro para a pasta

  • Educação | Do R7

O novo ministro da Educação, Renato Feder

O novo ministro da Educação, Renato Feder

Arnaldo Alves/ANPr

A escolha de Renato Feder para o cargo de ministro da Educação repercute nesta sexta-feira (3) em Brasília e também no setor de ensino em todo o país. O nome do empresário e secretário de Educação do Paraná se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter, e sua indicação motivou manifestação de diferentes entidades.

A Fenep (Federação Nacional das Escolas Particulares) desejou “êxito” a Feder e citou o cenário desafiador da educação na pandemia de covid-19.  A federação disse apoiar o que seria uma das bandeiras de Feder, a autonomia dos diretores, e que se trata de um nome com potencial pelo perfil jovem, empreendedor e liberal. "Sua trajetória, tanto como secretário de Educação do Paraná, como docente para jovens e adultos, mostra que teremos boas chances de percorrer um caminho frutífero na educação brasileira", diz.

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A Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior) também desejou êxito ao novo ministro e destacou as soluções apresentadas para a transmissão de aulas durante a pandemia no Paraná. Para a Abmes, trata-se de um perfil “técnico e determinado”, que valoriza a tecnologia. A expectativa é que eles “esteja atento às políticas de democratização do acesso e de inclusão, que precisam ser revistas, implementadas e aprimoradas, especialmente dos estudantes de baixa renda”.

Para a presidente da Anup (Associação Nacional das Universidades Particulares), Elizabeth Guedes, a indicação traz esperança ao setor por se tratar de um professor, um gestor bem sucedido e uma pessoa ligada à tecnologia. “É um sinal que nós vamos olhar com olhos novos, olhando pra frente, não com um espelho retrovisor”, afirma. Uma das expectativas é que Feder possa melhorar a integração entre educação básica e superior e ajudar gestores locais a melhorarem os indicadores de educação do país.

Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho do CENPEC Educação, afirmou não conhecer de perto a trajetória do novo ministro, mas que Feder tomou medidas rápidas no Paraná em relação a merenda e distribuição do material didático na pandemia. Ela falou que vários requisitos são necessários, como capacidade de diálogo. Segundo Altendelder, o MEC está “paralisado” há mais de 18 meses. “Há muito a ser feito. As prioridades estão expressas no Plano Nacional de Educação, ele não pode ser ignorado”, afirma.

A coordenadora de implementação regional do Itaú Social, Claudia Petri, não falou especificamente sobre Petri. Ela disse que o novo indicado ao Ministério da Educação deve estar aberto ao diálogo e à escuta das redes de ensino de estados e municípios, entidades representativas e univerdidades. 

Para o Semesp, que congrega mantenedoras do ensino superior, o novo ministro já manifestou "sua inclinação para políticas públicas mais eficientes, consistentes e objetivas e estratégias pedagógicas mais inovadoras".

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Nas redes sociais, a indicação também movimento o mundo político. O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub desejou sorte ao novo ministro.

Deputados de partidos de esquerda, porém, criticaram a escolha e citaram uma denúncia por fraude envolvendo Feder e seu sócio na empresa Multilaser, em 2016, por suposta sonegação de R$ 3,2 milhões em impostos. Eles também citaram proposta já defendida por Feder de privatizar todas as escolas e universidades.

Para a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RJ), trata-se de um novo "ataque" à educação. 

Deputados aliados do presidente Bolsonaro elogiaram a escolha. Foi o caso da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que destaou que Feder defende a escola e o ensino sem ideologia política.

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