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PSDB fala em renovação e atribui derrota de Serra à acusação de abandono da prefeitura

Alckmin propôs a Haddad parceria com o governo do Estado

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A coordenação da campanha do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo, José Serra (PSDB), atribui a vitória do petista Fernando Haddad no último domingo (28) a duas razões: a necessidade de renovação da legenda e ao argumento da oposição de que o ex-candidato abandonou a prefeitura em 2005 para se candidatar ao governo do Estado.

Serra cruza com Kassab ao subir em palanque para discurso de derrota (Foto: Daia Oliver/R7)

Logo após o discurso de Serra, o coordenador-geral da campanha, deputado federal Edson Aparecido, apontou os principais "problemas" enfrentados por sua equipe.

— A história de que Serra saiu em 2006 para ser governador e o fato de não conseguimos capitalizar com a população o que foi feito na cidade.

Um dos principais aliados de Serra, o senador Aloysio Nunes (PSDB), afirmou que a oposição "destilou uma dúvida na cabeça do eleitor":

— Nosso adversário insistiu muito na tese de que o Serra abandonou a prefeitura, o que não é verdade. O Serra foi sucedido pelo Kassab, que foi muito bem avaliado, tanto que derrotou a Marta Suplicy [PT, em 2004].

Cercado pela imprensa, o senador admitiu que "um partido para viver tem que estar sempre se renovando". Ao defender "ideias novas" para a legenda, ele se apresentou como opção.

— Não é preciso necessariamente um rosto novo, é preciso ideias novas. Eu não tenho um rosto tão novo assim, mas me considero uma pessoa que está em pleno vigor de minha intelectualidade e física.

Já Edson Aparecido falou em mudança mais radical: "Ter coragem para entrar na sociedade".

— O desafio no Estado é aprofundar os vínculos com a sociedade. Dar mais vida ao partido e ter menos perfil cartorial. Fazer vínculos com os movimentos da sociedade, trazer gente nova para dar musculatura. Não dá para fazer só oposição partidária. Tem de ter coragem de entrar na sociedade.

O vereador eleito Andrea Matarazzo, ex-subprefeito da Sé na gestão de Serra, citou sua eleição inédita para a Câmara como sinal de renovação do partido na capital.

— Há uma mudança grande no eleitorado que precisa ser analisada.

Alckmin

O único a se recusar a falar sobre a renovação no partido foi o governador Geraldo Alckmin, que cumprimentou Serra por ter "suado a camisa" e ter feito "uma campanha séria". Ele foi embora, no entanto, sem falar sobre o futuro do partido e do candidato derrotado. Antes disso, ele convidou o petista para uma parceria com o governo do Estado.

— Quero cumprimentar o prefeito eleito Fernando Haddad e dizer que é nosso dever trabalharmos juntos, prefeitura e Estado, na defesa dos interesses da população de São Paulo.