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Retorno de Serra ao Poder Executivo ficará mais difícil, dizem especialistas

Cientistas políticos analisam futuro político do tucano após derrota na Eleição municipal

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José Serra (PSDB) em debate da TV Gazeta no primeiro turno da disputa pela Prefeitura de São Paulo

Derrotado nas Eleições deste domingo (28) pelo novo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que obteve 55,91% dos votos válidos na capital paulista, o ex-candidato José Serra (PSDB) precisará definir qual será a sua estratégia política para os próximos anos.

Procurados pela reportagem do R7 para comentar o assunto, três cientistas políticos afirmaram que o tucano deverá encontrar dificuldades para se candidatar novamente a um cargo do Poder Executivo.

Uma possível aposentadoria do tucano, porém, está descartada pela professora do departamento de Ciência Política da USP (Universidade de São Paulo), Maria do Socorro Souza Braga.

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— Eu tenho ouvido de lideranças do PSDB que o Serra poderia ser lançado à presidência do partido como prêmio por ter chegado ao segundo turno de uma cidade difícil como São Paulo.

Segundo ela, outro cenário possível seria a transferência dele ao partido do atual prefeito Gilberto Kassab, do PSD. A mudança de legenda é uma possibilidade apontada também por Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da FESP –SP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo).

— Caso saia do PSDB para o PSD, ele poderia tanto concorrer ao governo do Estado quanto à Presidência da República.

Para Aldo, a situação do tucano fica “muito difícil” no PSDB uma vez que ele já vinha tendo uma relação de conflito interno no partido, inclusive na escolha das prévias dos candidatos a prefeito, o que gerou um “desgaste” de sua figura na agremiação.

— O PSDB sai desta derrota sem nenhum capital político. Se o partido tivesse lançado outro candidato, como o Feldman ou o próprio Bruno Covas, mesmo perdendo ele sairia com capital político.

Aldo conclui que, caso Serra continue no PSDB, a tendência é que ele dispute cargos legislativos nos quais tem boas chances de se eleger, como deputado federal ou senador, até porque seria ruim para ele encerrar a carreira após duas derrotas políticas (2010 e 2012).

Já para David Fleischer, cientista político e professor da Universidade de Brasília, é possível que o tucano se candidate em 2014 ao cargo de deputado estadual. Depois disso, porém, ele acredita que a idade avançada poderá prejudicar a sua candidatura a novos cargos.

— Acho até que este foi um dos diferenciais do Haddad neste ano: ele é novo. O eleitor quer uma pessoa que represente mudança.

* Colaborou Filipe Albuquerque