Clássico das campanhas, jingle de Eymael vai perder espaço em 2014

“Hoje, o jingle mais atrapalha do que ajuda”, diz o pré-candidato do PSDC à Presidência

Rodolfo Borges, do R7

"Temos muito conteúdo para nos limitarmos ao jingle", diz Eymael
"Temos muito conteúdo para nos limitarmos ao jingle", diz Eymael Divulgação

O eleitor brasileiro se acostumou a cantar a cada quatro anos: “Ey, ey, Eymael, um democrata-cristão...”. O jingle que introduziu as três campanhas presidenciais de José Maria Eymael (PSDC) virou um clássico do horário eleitoral, mas deve perder espaço na eleição de 2014, para a qual o presidente nacional do PSDC já se apresentou como pré-candidato.

— Para nós, hoje, o jingle é a moldura do quadro. Atualmente, ele mais atrapalha do que ajuda. Temos muito conteúdo para ficarmos limitados ao jingle.

Em entrevista ao R7, Eymael destacou que já nas campanhas de 2010 e 2012, quando ele concorreu à Presidência e à Prefeitura de São Paulo, respectivamente, o jingle teve outros formatos. Na campanha municipal do ano passado, por exemplo, a letra foi alterada para “Ey, ey, ey, São Paulo, mais que uma cidade, uma nação...”.

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Seguro de que o PSDC está enfim preparado para disputar para valer o Palácio do Planalto, o deputado federal constitucionalista prefere concentrar os esforços da campanha nas propostas e na “longa ficha de serviços prestados” pelo partido ao País. O democrata-cristão pondera, contudo, que não tem como deixar de utilizar o jingle de alguma maneira na campanha. 

— As pessoas não compreenderiam, não seria bem aceito. Por que esconder agora? Mas temos de dosar. É uma coisa para ser evocada, para ser lembrada. Foi muito importante. Hoje é um fato histórico dentro da democracia-cristã.

Eymael diz que ainda não decidiu como a música será usada no próximo ano, mas, segundo ele, o mais provável é que o jingle seja sugerido apenas pela melodia. Outra possibilidade é usar apenas os acordes iniciais.

Composição

O pré-candidato lembra que o jingle foi criado em 1985, quando ele concorreu à prefeitura de São Paulo, para “ensinar o povo” a pronunciar um nome com “y” no meio.  Compositor da música, o alfaitate José Raimundo de Castro faz parte da Executiva Nacional do partido atualmente e acha que o jingle não atrapalha a candidatura de Eymael.

— O problema não é o jingle. Acho que toda campanha tem de ter um jingle. O grande adversário do Eymael é o pouco tempo que ele tem na televisão e na mídia. São apenas alguns segundos.

Castro, que segue compondo para políticos e empresas, diz que o presidente do PSDC fez muita coisa na Constituinte e tem "uma grande mensagem” para passar. Mas o compositor não acredita que o jingle tome espaço do discurso e critica as alterações feitas recentemente na música.

— Na campanha passada [quando o PSDC alterou a letra para destacar São Paulo], me perguntaram se ele era candidato. “Ey, ey, ey, São Paulo”... O que isso traz de proveito para ele? E só tocava um pedacinho de nada. Tem gente que gasta muitos com impressos, mas uma música chama muito mais atenção. Não tem segredo.

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