Eleições 2014 Convidados estrangeiros de 20 países acompanharão as Eleições 2014 no Brasil

Convidados estrangeiros de 20 países acompanharão as Eleições 2014 no Brasil

TSE recebe até três comitivas por mês interessadas no sistema eletrônico de votação 

Convidados estrangeiros de 20 países acompanharão as Eleições 2014 no Brasil

Sistema eletrônico de votação chama a atenção de outros países

Sistema eletrônico de votação chama a atenção de outros países

Elza Fiúza/ABr

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) receberá na quinta-feira (2) a visita de, pelo menos, 43 convidados estrangeiros ligados a organismos eleitorais de 20 países. Além de conhecer o edifício-sede da Corte e a capital do país, os visitantes conhecerão a Justiça Eleitoral brasileira e a urna eletrônica e acompanharão, in loco, o primeiro turno das Eleições 2014, no dia 5 de outubro.

O objetivo principal da iniciativa do TSE é oferecer a outros países a oportunidade de se familiarizarem com o sistema eletrônico de votação utilizado há 18 anos no Brasil e que continua despertando o interesse de todo o mundo.

Ao chegar ao TSE, eles serão recebidos pelo presidente do Tribunal, Dias Toffoli, e em seguida poderão assistir à sessão de julgamentos da Corte. Durante toda a sexta-feira (3), os convidados estrangeiros participarão de atividades em Brasília. Eles assistirão a palestras na Corte sobre o panorama político brasileiro e a organização das eleições deste ano, bem como conhecerão o Museu do Voto, que abriga a exposição “Voto no Brasil: Uma História de Exclusões e Inclusões”. O grupo ainda visitará o Senado Federal e o Supremo Tribunal Federal.

No dia da eleição (5), pela manhã, os representantes internacionais acompanharão a abertura da votação e visitarão seções eleitorais em Brasília, São Paulo e Salvador. As visitas às seções eleitorais estarão a cargo dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais). No final da tarde, eles acompanharão o fechamento das urnas e o encerramento da votação e, a partir das 19h, os que estiverem em Brasília retornarão ao TSE para assistir à totalização dos votos em tempo real.

Segundo o assessor Internacional do TSE, Tarcísio Costa, uma prova de que o nosso sistema eletrônico de votação desperta o interesse de outros países é o fato de o Tribunal receber de duas a três comitivas por mês, das mais diferentes nações. Buscando facilitar esse intercâmbio de conhecimentos sobre o assunto, a Presidência da Corte entendeu que as eleições seriam uma boa oportunidade para que representantes eleitorais de outros países se familiarizem com o modelo brasileiro.

“Todos têm a ganhar com essa troca de experiências. Nós temos um sistema muito reconhecido, que recebe uma nota muito elevada por parte da comunidade internacional no que se refere ao voto eletrônico, à transparência, à agilidade do processo. Mas há sempre espaço para ouvir e aprender com o diálogo desenvolvido com outros organismos internacionais, como aqueles que estarão representados aqui”, afirma.

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Tarcísio Costa explica que a vinda dos convidados ao Brasil não se trata de uma observação eleitoral tal como é entendida nos manuais de teoria política. Esse tipo de prática acontece quando um país está em fase de transição democrática ou de consolidação da democracia e convida missões de determinados organismos — como a OEA (Organização dos Estados Americanos), a ONU (Organização das Nações Unidas) e Unasul (União de Nações Sul-Americanas) —, com o intuito de receber uma espécie de aval ou carimbo de boas práticas e, com isso, favorecer uma legitimação ou maior reconhecimento internacional, o que não é o caso do Brasil.

Até a última semana, 20 países haviam confirmado a visita para acompanhar as eleições brasileiras. São eles: Angola, Argentina, Armênia, Burkina Faso, Camarões, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiné-Bissau, México, Panamá, Paraguai, Peru, Quênia, República Dominicana, Romênia, Rússia e Venezuela. Também participarão da iniciativa os embaixadores desses países no Brasil e representantes da OEA, do Idea (Instituto para a Democracia e Assistência Eleitoral) e do Parlasul (Parlamento do Sul).