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Eleições 2014

Em primeiro debate, Rollemberg promete reforçar rede de atenção básica à Saúde para desafogar hospitais

Objetivo do candidato do PSB é atender 100% da população do DF nas UPAs

Distrito Federal|Myrcia Hessen, do R7

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Frejat tenta convencer o eleitor de que nada mudará após saída de Agnelo Queiroz, caso Rollemberg vença as eleições
Frejat tenta convencer o eleitor de que nada mudará após saída de Agnelo Queiroz, caso Rollemberg vença as eleições

Os candidatos ao governo do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR) participaram nesta quinta-feira (9) do primeiro debate em Rádio e TV antes do segundo turno das eleições. A Record Brasília vai promover um debate entre os candidatos ao GDF no próximo domingo (19)

Durante o debate, promovido pela TV Bandeirantes, o candidato Rodrigo Rollemberg disse que é preciso pensar a saúde pública do Distrito Federal como um todo e garantiu que, se eleito, a “porta de entrada” da saúde no seu governo será o programa Saúde da Família.


— As pessoas precisam ter acesso, rapidez e informação. Vamos atender 100% da população. Queremos 15 UPAS como retaguarda para a Saúde da Família. Essa rede de atenção básica funcionando vai evitar que muitas pessoas irem aos hospitais, porque o problema será resolvido ali. Hoje, o que falta na saúde é gestão.

Frejat completou a fala de Rollemberg dizendo que, para realizar tudo que seu concorrente propõe, é preciso enxugar a máquina pública, do contrário, o orçamento do Distrito Federal não é capaz de bancar os gastos.


— É preciso enxugar a máquina que você ajudou a inchar com as secretarias, Rodrigo. Vamos construir hospitais, fazer uma rede completa. Agora, se não enxugar a máquina e tirar a politicagem, seguramente não haverá como fazer isso. Eu sei fazer.

Ataques


Durante todo o primeiro bloco, Frejat tentou convencer o eleitor de que seu concorrente não trará mudanças para a cidade, já que participou do governo Agnelo Queiroz (PT) e tem os mesmos ideias. 

— [Agnelo e Rollemberg] foram parceiros, assinaram vários documentos juntos e o que a gente viu foi um verdadeiro desastre em Brasília. Aquele novo caminho não foi novo e nós estamos sofrendo as consequências. [Rollemberg] é a repetição exata do que Agnelo propôs em 2010, não tem nenhuma diferença. Eu estou preocupado com isso. Queremos que Brasília volte a ser uma cidade tranquila.


Jofran Frejat afirmou ainda que Rollemberg é “oportunista”. Isso porque ele anunciou recentemente que vai apoiar o candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições. Para Frejat, o fato demonstra que Rollemberg não tem segurança em sua convicção política.

— Uma hora você [Rodrigo Rollemberg] está com PT, outra com PSDB. Isso, em política, significa oportunismo. Nós sempre estivemos com Aécio, mesmo quando ele estava com 15%, correndo risco de não ir ao segundo turno. O que você está colocando é ir de acordo com o vento. Se o vento caminhasse para Dilma, você estaria com a Dilma. Quando o vento caminhou para Marina, você pulou para Marina. Eu nunca mudei de oposição, nunca apoiamos o PT.

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Em resposta, Rodrigo Rollemberg afirmou que sua trajetória é “consistente” e que nunca mudou de partido, como vários os políticos costumam fazer.

— A minha trajetória é muito consistente, quero dizer que só tive um partido em toda minha vida. Sou há 30 anos filiado ao PSB. Reconheço que houve avanços durante o governo [do ex-presidente] Lula, que melhorou a vida dos brasileiros. Mas, entendo que houve um retrocesso nesses anos com [a presidente] Dilma. Aécio foi mais bem avaliado e o partido decidiu apoiá-lo. O PSB não chegou ao segundo turno [da corrida presidencial] e a decisão foi tomada. Isso é natural no segundo turno.

Na tréplica, Rollemberg decidiu subir o tom com Frejat, e esclareceu que foi Aécio Neves foi quem procurou o PSB em busca de apoio e reafirmou que nunca “pulou de partido”, como teria feito Frejat.

— Inclusive, Frejat, seu partido apoia Dilma, faz parte do governo Dilma, diferente do meu. Meu partido, quando discordou de Dilma, saiu do governo. Você já esteve em vários partidos, não tem coerência política, eu tenho.

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