Eleições 2014 Marina critica governo que "distribui pedaços do Estado” e prega conversa com FHC e Lula

Marina critica governo que "distribui pedaços do Estado” e prega conversa com FHC e Lula

Ex-senadora sugere diálogo com partidos e pede “governo de coalizão baseado em programa”

A ex-senadora, ex-ministra e possível candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) disparou, nesta segunda-feira (21), contra o modelo de governar da presidente Dilma Rousseff, baseado no “toma lá dá cá”. Marina afirmou que a maneira atual de governo “distribui pedaços do Estado” e sugeriu reunir as melhores ideias de todos os partidos por meio do diálogo.  

— A governabilidade tem que se dar sem bases programáticas. [...] O que está aí é uma governabilidade com base na distribuição de pedaços do Estado. Esses pedaços vão sendo privatizados entre os partidos. Ninguém governa sozinho, mas se faz isso sob a forma de um programa.  

Marina, que concedeu entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ontem à noite, fez questão de ressaltar que não é candidata à Presidência da República em 2014. Categórica, Marina pediu que ficasse “bem claro” que não estava “com candidatura posta” e que, neste momento, estava “dialogando com outro partido que tem um candidato, que tem um programa”.  

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Após a crítica contundente à governabilidade atual do Planalto, Marina sugeriu juntar as melhores ideias e projetos dos principais partidos brasileiros a fim de mudar a forma de fazer política no Brasil.  

— Para o PSDB, é importante a estabilidade econômica? Para o PT, é importante a inclusão social? Para a Rede Sustentabilidade, é importante o desenvolvimento sustentável? Para o PSB, é importante ter uma nova atitude no processo político? Juntando essas ideias e forças, você pode sentar e estabelecer um governo de coalizão baseado em programa e não uma troca toma lá dá cá.  

A principal líder da Rede Sustentabilidade mostrou ainda estar em sintonia com o discurso do seu companheiro de partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Marina destacou uma das bandeiras de Campos, de que “a Velha República tem que ser, sim, aposentada”. Para ilustrar essa necessidade, usou os exemplos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.  

— O presidente Fernando Henrique ganhou e, para governar, teve que ter a tutela de Antônio Carlos Magalhães. O presidente Lula se uniu ao Sarney. Eu não teria nenhum problema de, como aliada do Eduardo, se ele ganha as eleições, de conversar com o presidente Lula, de conversar com o presidente Fernando Henrique para colocar um basta nesse temor que virou hoje a governabilidade com base na distribuição de pedaços do Estado à base.  

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