Eleições 2014 No primeiro debate, presidenciáveis propõem unificar polícias e reduzir maioridade penal

No primeiro debate, presidenciáveis propõem unificar polícias e reduzir maioridade penal

Candidatos à Presidência debateram propostas para melhorar a segurança pública no Brasil

No primeiro debate, presidenciáveis propõem unificar polícias e reduzir maioridade penal

Presidente Dilma defendeu ação integrada contra criminalidade

Presidente Dilma defendeu ação integrada contra criminalidade

Eduardo Enomoto/R7

Redução da maioridade penal, legalização das drogas, criação de uma política nacional de segurança e até a criação de um ministério para a segurança pública são algumas das propostas dos candidatos à Presidência para diminuir a criminalidade no Brasil.

A segurança pública foi o tema inicial do primeiro debate de tevê desta eleição, transmitido pela TV Bandeirantes na noite desta terça-feira (26). O apresentador do debate, o jornalista Ricardo Boechat, mencionou que 11 das 30 cidades mais violentas do mundo estão no Brasil, onde são registrados 50 mil homicídios por ano.

Primeiro a comentar suas propostas para diminuir a criminalidade no País, Everaldo Pereira (PSC) lembrou que perdeu um irmão no ano passado por causa de uma bala perdida. O irmão do candidato foi atingido na cabeça "na Avenida Brasil", no Rio de Janeiro. A principal proposta de Everaldo é a criação do Ministério da Segurança Pública e a consequente capacitação de toda a força de segurança.

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Já a ex-deputada federal Luciana Genro (PSOL) preferiu se apresentar para o eleitor em sua primeira intervenção no debate. Luciana lembrou que era do PT, mas que foi “expulsa pela turma do [ex-ministro] José Dirceu”, condenado no julgamento do mensalão, e criticou a “privataria tucana”. No pouco tempo que lhe sobrou para apresentar as propostas sobre segurança, Luciana disse que pretende investir nas polícias com destaque para os direitos humanos.

Eduardo Campos

Candidata do PSB, a ex-senadora Marina Silva lembrou em sua apresentação o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente de avião no último dia 13. Marina disse que “gostaria de trazer uma mensagem de esperança” e, quando enfim tocou na questão de segurança, a ex-ministra do governo Lula disse que faltam recursos para ação integrada das polícias e que pretende fazer um pacto pela vida que respeita os direitos humanos e combate as drogas.

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Já o candidato do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que usará sua experiência enquanto governador de Minas Gerais para reduzir a criminalidade. Segundo ele, é preciso ter uma política nacional de segurança e evitar o contingenciamento de recursos da segurança para o pagamento de dívidas.

Em sua intervenção, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, lembrou que atualmente a segurança pública é responsabilidade dos Estados, mas disse que isso deve mudar, pois os governos estaduais não podem continuar agindo de forma separada.

Maioridade penal

Já para Levy Fidelix (PRTB), é preciso tomar medidas drásticas, como reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. Além disso, segundo ele, o governo federal investe muito pouco na proteção das fronteiras e é leniente com países “hermanos” de onde vêm as drogas. O candidato também pretende privatizar as prisões.

Para o candidato do PV, Eduardo Jorge, contudo, o mais importante é legalizar e regular as drogas, pois, assim, será possível “liberar a polícia para ir atrás dos crimes realmente perigosos”.

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