Eleições 2014 Partido de Marina nasce contando já ter bancada de pelo menos oito parlamentares

Partido de Marina nasce contando já ter bancada de pelo menos oito parlamentares

“Quem estiver na fundação, é porque está junto”, diz importante marineiro

Partido de Marina nasce contando já ter bancada de pelo menos oito parlamentares

Novo partido da ex-senadora Marina Silva ainda não tem nome definido, mas deve ter o termo "Rede" na sigla

Novo partido da ex-senadora Marina Silva ainda não tem nome definido, mas deve ter o termo "Rede" na sigla

Fabio Rodrigues Pozzebom/17.06.2012/ABr

O novo partido que está sendo criado pela ex-senadora Marina Silva já dá como certa a aquisição de ao menos seis deputados e dois senadores que hoje estão em outras legendas. O ato de fundação da sigla, será realizado neste sábado (16), em Brasília (DF), vai contar com a presença desses políticos de agremiações rivais, que vão se tornar marineiros e compor a bancada do partido no Congresso em seus primeiros dias.

Alguns deles ainda não falam abertamente na migração, como é o caso dos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF), mas sua presença na capital federal deixa clara a mudança. É o que afirma um político muito próximo de Marina, que preferiu não se identificar.

— O evento de sábado será revelador. Quem estiver na fundação, é porque está junto. Alguns ainda tomam certo cuidado para anunciar [a mudança] porque é preciso esperar que o partido se consolide. Se algo der errado, eles podem se complicar onde estão agora. Mas a presença futura é certa. Quem estiver no nosso evento será fundador do partido.

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O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) também era cotado para aterrissar no partido que está sendo criado. Porém, defensor da fidelidade partidária, Suplicy disse a Marina que não pretende ingressar na nova legenda antes da conclusão de seu mandato, em 2014.

Em declaração no plenário do Senado na última quinta-feira (14), o petista disse que "não cogitaria, de forma alguma, mudar de partido".

Os marineiros contam, entretanto, com o desgaste de Suplicy dentro do PT, que não deve permitir que ele concorra a mais um mandato ao Senado, para conseguir convencê-lo da mudança.

Na Câmara, o primeiro nome a declarar abertamente adesão ao novo partido foi o deputado Alfredo Sirkis (PV). Além dele, estão de mudança José Antônio Reguffe (PDT-DF), Walter Feldman (PSDB-SP), Alessandro Molon (PT-RJ), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e Domingos Dutra (PT-MA).

Também são dados como certos na nova sigla a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), o ex-deputado Fábio Feldmann (PV) e o vereador Ricardo Young (PPS-SP).

Cem dias

Para viabilizar sua candidatura à Presidência em 2014, Marina precisa recolher 500 mil assinaturas até outubro, data limite para poder registrar a legenda no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O grupo de apoiadores da ex-senadora espera terminar essa etapa em exatos cem dias, para então tratar da parte burocrática junto à Justiça Eleitoral.

Em seu estatuto, que também será lançado neste sábado, o partido defenderá a "sustentabilidade, a radicalização da democracia, uso das redes sociais como recurso de participação legítimo, a rotatividade dos dirigentes, formas transparentes de financiamento, teto para doações de empresas e o uso de crowdfunding para arrecadação".

Discute-se ainda a possibilidade de restringir as doações feitas diretamente ao partido, e não aos candidatos. Essa forma de repasse é legal, mas torna impossível a identificação de quem foi o político beneficiado pela empresa.

O novo partido deve se chamar Rede Eco Brasil ou Rede Sustentabilidade. Alguma mudança ainda pode ocorrer porque algumas das lideranças temem que a sigla fique estigmatizada por se preocupar apenas com a questão ambiental.

O nome representaria a ideia de que a legenda tem de se organizar de maneira descentralizada.

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